SDR anuncia edital do Bahia que Produz e Alimenta e firma ações de moradia e cultura para comunidades indígenas

15/04/2026
Durante o último dia da 7ª edição do Acampamento Terra Livre Bahia 2025 (ATL-BA), realizada na quinta-feira (06/11), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), anunciou uma série de ações voltadas ao fortalecimento social, produtivo e cultural dos povos indígenas. Entre os destaques está o anúncio de um edital do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, que vai apoiar até 35 projetos produtivos e beneficiar 4 mil famílias indígenas em todo o estado. 

A chamada pública, coordenada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), prevê apoio técnico e financeiro voltado para povos originários, com foco na inclusão produtiva, geração de renda e adoção de práticas agroecológicas.

“Ainda neste mês de novembro, a CAR vai divulgar um novo edital que vai direcionar R$ 12 milhões para associações e cooperativas de comunidades indígenas interessadas em receber esse apoio. Serão projetos de até R$ 350 mil, que vão trazer mais oportunidades de inclusão produtiva e renda para essas comunidades”, destacou o coordenador do Bahia que Produz e Alimenta, Ivan Fontes.

Outro avanço importante foi a assinatura do termo de colaboração para construção de 98 unidades habitacionais rurais destinadas a povos indígenas, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural (PMCMVR), executado em parceria entre a SDR, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. As moradias terão 64,28m², com três quartos, sala-cozinha, banheiro, varanda, energia elétrica e cisterna para consumo.

Ainda durante o ATL-BA, foi assinado Termo de Cooperação entre a CAR e a Secretaria de Cultura (SECULT) para a construção de oito centros de artesanato indígena, que atenderão 200 famílias em oito aldeias da Bahia. Os espaços servirão para fortalecer o turismo cultural e ampliar a comercialização do artesanato produzido por comunidades indígenas, gerando novas oportunidades de renda e trabalho.

Para o coordenador geral de Integração e Articulação de Políticas Públicas, Guilherme Rodrigues, “a construção das unidades habitacionais são de suma importância para dignificar a pessoa, dando uma melhor qualidade de vida. É a realização de um sonho, que é uma casa que é muito mais do que só cimento e tijolos. Já os centros culturais são uma forma de valorizar as tradições indígenas, reforçando o papel transformador da arte no cotidiano das comunidades locais”.

Na ocasião, também foram anunciadas ações de regularização fundiária e formalizada a doação das terras da Estação Experimental de Utinga, que passaram a integrar o território da reserva indígena do povo Paiaiá, garantindo segurança territorial e fortalecendo o direito ancestral à terra.

O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, destacou que a série de anúncios representa um compromisso real com a inclusão e o fortalecimento dos povos originários. “Essas iniciativas reafirmam o papel da SDR de atuar de forma integrada, com ações que unem produção, moradia, cultura e território. Estamos ampliando o acesso às políticas públicas e fortalecendo o protagonismo indígena na construção de uma Bahia mais justa e sustentável”, afirmou.
 

SDA inicia o Novembro Negro com roda de conversa sobre racismo estrutural, ambiental e religioso

15/04/2026
A Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), vinculada à Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), deu início às atividades do Novembro Negro da SDR com uma Roda de Conversa sobre o combate ao racismo religioso, ambiental e estrutural. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (07), na sede do órgão,  no bairro de Ondina, Salvador.

A Roda de Conversa acontece no âmbito do Projeto Pretinhosidades da SDA e integra as ações do Novembro Negro da SDR, que reúne uma programação diversificada voltada à valorização da identidade negra, combate ao racismo e fortalecimento das políticas de igualdade racial na Bahia.

Paulo Henrique, superintendente da SDA/SDR, ressaltou que “esta atividade evidencia o compromisso da SDA e da SDR com o enfrentamento ao racismo estrutural. O Novembro Negro é um marco simbólico e político, da luta e resistência do povo negro, mas a luta contra o racismo precisa ser permanente. Reconhecemos que dialogar e discutir sobre o racismo estrutural e o letramento racial dentro das nossas estruturas é uma forma de promover conscientização, fortalecer a equidade e construir políticas públicas mais justas e inclusivas”.

Andreia Macedo, coordenadora dos Povos e Comunidades Tradicionais da SDA /SDR , destacou a programação do Novembro Negro e a importância da continuidade das discussões durante todo ano: “Hoje iniciamos o Novembro Negro com essa mesa fantástica, falando sobre o combate ao racismo religioso, ao racismo ambiental e a todas as formas de discriminação. São pautas que devem ser tratadas durante todo o ano. O Novembro Negro começa essa discussão, mas teremos muito mais: o Cinema Black Power, uma atividade com um ator que vai dialogar sobre arte e representatividade, uma palestra sobre como o Novembro Azul acomete as comunidades pretas, sobretudo os homens e, por fim, uma atividade sobre empreendedorismo e a importância do negro na cultura.”

Em sua fala, a  Mãe Diana de Oxum destacou a importância da consciência coletiva e do respeito à diversidade religiosa e cultural no país: “Nós estamos em uma capital totalmente negra, e eu não consigo entender como o racismo chega tão forte , tão violento. Hoje, eu preciso que as pessoas tenham consciência de que nós somos irmãos, somos iguais,  estamos em um país laico e temos uma diversidade de  cultura. A religião de matriz africana vem empoderando  e  toda cultura foi implementada  pelo povo negro que chegou ao Brasil.”

Mãe Diana ressaltou ainda a importância do Estado manter o debate sobre racismo para além do mês de novembro:  “Quando o Estado discute o racismo estrutural no Novembro Negro, é importantíssimo. Mas é ainda mais importante que essa pauta seja tratada o ano inteiro, com ações de letramento racial e reflexão sobre o papel de cada uma dentro das instituições.”

Lais Cristina Brito,  socióloga e técnica  do Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais da SDA/SDR, também reforçou a relevância do tema no contexto baiano: “80% da população de Salvador é negra, de acordo com o Censo do IBGE de 2022. Discutir o racismo estrutural dentro das instituições é essencial. Eu, como mulher negra e umbandista, acredito que essa discussão é fundamental para promover a equidade social, a inclusão e o fortalecimento das políticas públicas na Bahia.”

Projeto piloto da SDR fortalece desenvolvimento rural no Assentamento Filhos da Terra, em Itaberaba

15/04/2026

O Assentamento Filhos da Terra, em Itaberaba, foi palco de uma ação piloto de Gestão de Assentamentos promovida pela Superintendência de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (SUTRAG), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Realizada nos dias 4 e 5 de novembro, a iniciativa reuniu representantes de órgãos do Governo do Estado, movimentos sociais e entidades parceiras para fortalecer o desenvolvimento socioprodutivo das famílias assentadas por meio de oficinas, palestras e dia de campo.
 
A ação é um desdobramento da visita técnica multidisciplinar realizada pela SUTRAG em agosto de 2025, que identificou necessidades nas áreas social, produtiva, jurídica e ambiental. A partir do diagnóstico, foi elaborado um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento local e ampliar o acesso às políticas públicas. Em parceria com a Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF/SDR), também foram entregues 250 mudas frutíferas e nativas para fortalecer a produção e melhorar a qualidade de vida das famílias.
 
“Através da articulação entre a SUAF e a SUTRAG, realizamos a entrega de mudas para 27 famílias agricultoras do Assentamento Estadual Filhos da Terra. Todas as mudas são de espécies frutíferas e nativas da Caatinga. É importante salientar que essa ação, executada por meio do Projeto Candeeiros da Caatinga – Fase 1, integra o conjunto de iniciativas de recaatingamento e recuperação do bioma”, destacou Leonardo Pedreira, coordenador de Mudas da SUAF.
 
Para a diretora de Reordenamento Agrário da SUTRAG, Divonete Santana, a iniciativa consolida um processo construído junto às comunidades e movimentos sociais. “Esse trabalho nasce a partir da pauta apresentada pelo MST em 2023, que destacou a necessidade de organizar o desenvolvimento sustentável e a gestão dos assentamentos estaduais”, explicou.
 
A diretora ainda destacou que foi “a partir da nossa visita técnica, fizemos o diagnóstico, elaboramos o plano socioprodutivo e o plano de ação, identificando fragilidades e desafios e articulando parcerias, como a doação de mudas pela SUAF. Agora seguimos com o acompanhamento técnico, garantindo que as ações se consolidem no território”.
 
Foram mobilizados representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários da Bahia (UNISOL-Bahia), da Prefeitura de Itaberaba, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, dos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) da região e lideranças locais. O trabalho incluiu acompanhamento técnico permanente e ações integradas com parceiros governamentais e não governamentais.
 
O projeto piloto no Assentamento Filhos da Terra será acompanhado ao longo dos próximos meses, com novas etapas previstas para qualificação produtiva, ampliação das ações sociais e fortalecimento das cadeias econômicas locais.

SDR se reúne com representações do ATL e avança na construção de políticas públicas para territórios indígenas

15/04/2026

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizou, nesta quarta-feira (05/11), uma reunião com lideranças indígenas do Acampamento Terra Livre (ATL-BA), em Salvador, para ouvir demandas de representante de mais de 30 etnias e reforçar ações voltadas à promoção da cidadania, produção de alimentos saudáveis e acesso a políticas públicas nos territórios indígenas da Bahia.
 
Durante o encontro, foram debatidas demandas relacionadas à ampliação da assistência técnica, mutirões para emissão de documentos como Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e RG, acesso ao crédito rural, entrega de equipamentos e criação de editais específicos para projetos socioprodutivos sustentáveis. Também estiveram presentes o Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba) e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).
 
Para o coordenador do Mupoiba Regional, Piatã, do povo Tupinambá do Extremo Sul, o diálogo com o Governo do Estado é fundamental para que “a gente possa produzir nossos próprios alimentos e garantir segurança alimentar, sem precisar depender de cesta básica. Os mutirões do Cidadania Rural levaram dignidade e acesso a documentos para parentes que não têm condições de sair do território. Esse cuidado e presença da SDR é o que faz diferença”, afirmou.
 
“Foram três horas de diálogo muito produtivas, com contribuições que vão ajudar na construção de novos editais. Saímos fortalecidos e com encaminhamentos importantes”, afirmou o coordenador de Políticas para os Povos Indígenas, da Sepromi.
 
A mobilização integra a programação da 7ª edição do Acampamento Terra Livre da Bahia, realizado pelo Mupoiba com apoio do Governo do Estado, na área verde da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Considerado o maior espaço de mobilização indígena da Bahia, o ATL-BA reúne povos de todas as regiões do estado para fortalecer identidades, afirmar direitos e construir estratégias coletivas de justiça e dignidade.
 
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, o diálogo é fundamental para garantir que os recursos públicos cheguem às comunidades indígenas de forma eficiente. “É essencial que os povos originários se organizem, que participem e apresentem suas demandas. Momentos como esse permitem alinhamento e construção conjunta para assegurar que as comunidades sejam contempladas da melhor forma possível. Para isso, vamos realizar uma nova reunião para detalhar e encaminhar os pontos apresentados hoje”, destacou.
 
Durante o ATL, que segue até a quinta-feira (06/11), a SDR também está realizando atendimento para emissão de CAF, como continuidade das ações iniciadas durante o mutirão do Projeto Cidadania Rural, que já beneficiou comunidades indígenas com mais de mil documentos emitidos em edições anteriores.
 
O Governo do Estado vem ampliando ações para fortalecer os povos indígenas, com iniciativas que fortalecem a autonomia e o desenvolvimento sustentável, como o apoio a 1.530 famílias com projetos produtivos e assistência técnica, a entrega de 299 habitações rurais e a previsão de mais 206 casas até o final de 2025. Também foram impulsionados 27 empreendimentos de mulheres indígenas, 205 entidades regularizadas, 410 agentes comunitários capacitados e oito centros de artesanato estão sendo implantados.

Visita técnica à Central de Jacobina fortalece implantação do Modelo de Gestão Compartilhada da Água em Ribeira do Pombal

15/04/2026
Visita técnica à Central de Jacobina fortalece implantação do Modelo de Gestão Compartilhada da Água em Ribeira do Pombal
Fonte/Crédito
Fotos: Divulgação/CAR/SDR/Gov.Ba
Entre os dias 3 e 5 de novembro, o Projeto Centrais das Águas da Bahia, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), promoveu uma visita técnica à Central de Jacobina. O objetivo foi aprofundar o conhecimento sobre o Modelo de Gestão Compartilhada da Água e fortalecer o processo de implantação da Central da região de Ribeira do Pombal.

 

A atividade reuniu 33 participantes, entre eles a prefeita de Araci, acompanhada de vereadores e secretários municipais; o prefeito de Olindina; além de representantes de Ribeira do Pombal, Banzaê, Tucano e Nova Soure, integrantes do Consórcio Público Intermunicipal de Saneamento Básico do Nordeste da Bahia (CISAN), e equipes técnicas da CAR, da CERB e da própria Central de Jacobina.

 

Durante a programação, os participantes conheceram a estrutura organizacional da Central, dialogaram com sua equipe gestora e visitaram as comunidades de Genipapo (SIAA Genipapo e Olhos D’Água) e Lagoa Grande (SIAA Mocó). No local, puderam observar de perto como o modelo de gestão comunitária tem contribuído para garantir o acesso regular à água potável, fortalecer o trabalho coletivo e melhorar a qualidade de vida das famílias rurais.

 

Para Ana Luiza, coordenadora do Projeto Centrais das Águas da Bahia pela CAR, a visita representou um marco no processo de aprendizagem e integração entre os municípios. “A visita técnica à Central de Jacobina surgiu a partir da oficina do Projeto Centrais das Águas em Ribeira do Pombal, que despertou o interesse dos gestores em conhecer, na prática, o Modelo de Gestão Compartilhada. A experiência proporcionou aprendizado sobre a estrutura da Central e fortaleceu a implantação das novas Centrais e a integração entre os municípios.”

 

Com o apoio da CAR e de parceiros institucionais, o Projeto Centrais das Águas da Bahia avança no fortalecimento das estruturas de abastecimento e na gestão participativa, promovendo dignidade, autonomia e sustentabilidade hídrica para as comunidades rurais do estado.
 

 
 

Agricultura Familiar da Bahia marca presença na COP30 com 15 toneladas de produtos sustentáveis

15/04/2026
A Agricultura Familiar da Bahia segue, literalmente, em direção ao maior palco global de debates sobre o futuro do planeta. Um caminhão carregado com cerca de 15 toneladas de produtos de 27 cooperativas baianas deixou o Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, em Itapuã (Salvador), com destino a Belém do Pará, onde será realizada a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), entre os dias 10 e 21 de novembro.

Os produtos da agricultura familiar baiana ganharão destaque em dois estandes e dois quiosques durante a COP30. A conferência deve receber mais de 40 mil visitantes, entre lideranças mundiais, cientistas, representantes da sociedade civil e delegações internacionais. Nesse cenário, os produtos baianos serão apresentados como exemplos de sustentabilidade, inovação e respeito ao meio ambiente.

Entre os destaques estão o flocão e o macarrão de milho não transgênico da Copirecê, as frutas desidratadas da Coopaita, os doces e geleias da Coopercuc, o suco de uva da Cooperparaíso, os chocolates da Natucoa e Bahia Cacau, os chips de banana da Coomafes, os produtos de licuri da Coopersabor, os doces e cerveja de cajá da Cooperlad, as cachaças de Abaíra, além da castanha da Cooperacaju e o mel de cooperativas do interior do estado.

Além disso, produtos como o flocão, o feijão e o suco de uva farão parte da alimentação dos participantes da COP30, reforçando o papel da agricultura familiar baiana na promoção de uma alimentação saudável, sustentável e de base local.

As cooperativas contam com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), desde a base produtiva, passando pela implantação de agroindústrias, até a comercialização dos produtos.

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, a presença da agricultura familiar na COP30 representa um ato de protagonismo. “O evento reúne lideranças mundiais que vão debater o futuro do planeta, e a agricultura familiar não poderia ficar de fora. Vamos levar o sabor e a força do rural baiano para o mundo. Viva a Bahia, viva a agricultura familiar!”.

O envio das mercadorias foi articulado pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Bahia), em parceria com a Unisol Brasil e com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O consultor da Unicafes Bahia, Wilson Dias, reforça a importância desse marco para o reconhecimento internacional da produção baiana. “Estamos finalizando o carregamento do caminhão que vai levar 58 produtos de 27 cooperativas da Bahia para a COP30. É um momento histórico! Vamos mostrar ao mundo o que a agricultura familiar baiana tem de melhor, produtos que representam trabalho, cultura e compromisso com o meio ambiente”, afirmou.

Vozes do campo: SDR anuncia data para a 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural

15/04/2026

A Bahia já tem data marcada para a 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CEDRSS). Entre os dias 20 e 26 de novembro, delegados, delegadas, organizações sociais, gestores públicos e representantes da agricultura familiar vão se reunir no Centro de Convenções de Feira de Santana para definir os rumos das políticas públicas voltadas ao meio rural baiano e consolidar as propostas que seguirão para a etapa nacional, prevista para março de 2026.
 
A realização da etapa estadual será o ponto alto de um amplo processo de construção coletiva. Em todo o território baiano, já foram realizadas conferências municipais e territoriais, nas quais foram eleitos representantes e levantadas as primeiras propostas. Esse percurso garantiu participação social e debate qualificado sobre temas fundamentais para o desenvolvimento rural, como agroecologia, acesso à terra e água, direitos sociais, combate às mudanças climáticas e fortalecimento das organizações do campo.
 
Através do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participou de todas as etapas, mobilizando gestores municipais, movimentos sociais, cooperativas, associações e instituições públicas para garantir ampla escuta e envolvimento do rural baiano.
 
Agora, as contribuições acumuladas ao longo dos territórios se consolidam para orientar as políticas públicas estaduais e representar a Bahia no debate nacional. A conferência estadual será o momento de aprofundar consensos, construir diretrizes estratégicas e reafirmar o papel do rural como espaço de produção, vida, cultura e cidadania.
 
“O processo da conferência demonstra a força da participação social na construção das políticas públicas. Cada proposta apresentada expressa a experiência e os sonhos de quem vive e produz no campo. É assim, ouvindo o povo e planejando com o povo, que seguimos fortalecendo a agricultura familiar e construindo um rural com mais dignidade, oportunidades e sustentabilidade”, destacou o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso.
 
Para Ubiramar Bispo de Souza, coordenador da Comissão Organizadora Estadual, a 3ª CEDRSS marca um momento estratégico para o desenvolvimento rural baiano. “A Bahia foi o estado que mais realizou conferências municipais e todas as etapas territoriais, garantindo ampla participação dos 27 territórios de identidade. A expectativa é reunir cerca de 500 participantes, entre delegados, delegadas e convidados, para aprofundar temas como emergência climática, transição agroecológica, combate à fome e geração de emprego com sustentabilidade. Será uma conferência que reflete o compromisso do estado com um modelo de desenvolvimento rural mais justo e sustentável”, afirma.
 
A 3ª CEDRSS reforça o compromisso do Governo do Estado com a democracia participativa e com um modelo de desenvolvimento que valoriza a produção de alimentos saudáveis, a convivência com o semiárido, o fortalecimento da economia rural e o bem viver das comunidades que constroem a Bahia do campo.
 
Com o lema “Brasil Rural: Raiz da Vida, Fonte do Bem Viver”, o encontro será mais um marco na caminhada por um futuro mais justo e sustentável para quem vive e trabalha no rural baiano.

2º Festival do Queijo Artesanal da Bahia movimenta R$ 2 milhões em vendas e público recorde

15/04/2026
2º Festival do Queijo Artesanal da Bahia movimenta R$ 2 milhões em vendas e público recorde
Fonte/Crédito
Fotos: Marcílio Cerqueira e André Frutuôso/CAR/SDR/Gov.Ba
O sabor e a criatividade tomaram conta do Mercado do Rio Vermelho, em Salvador, durante o 2º Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. O evento superou todas as expectativas, atraindo mais de 25 mil visitantes e registrando recorde de vendas, com mais de 12 toneladas de queijo comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em vendas diretas ao consumidor.

 

O festival cresceu em relação à primeira edição, realizada em 2024, quando cerca de 12 mil visitantes participaram do evento e 4,5 toneladas de queijos foram vendidas. Os números confirmam que o evento se consolidou como um dos maiores do país, revelando o potencial e a qualidade dos queijos artesanais baianos.

 
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou a importância do festival para a valorização dos produtores e a expansão de mercado dos queijeiros baianos. “Esse festival é um marco da força e do talento dos produtores de queijo da Bahia. Tradição e inovação caminham juntas, e o resultado é um queijo artesanal de excelência, reconhecido dentro e fora do estado. Cada produtor que participa desse evento volta para casa com orgulho e novas oportunidades.”

 
João Campos, presidente da Associação dos Produtores de Queijo da Bahia, reforçou o impacto positivo da iniciativa. “O segundo festival foi um sucesso absoluto, acima das expectativas. Os 40 expositores voltam para casa de bolso cheio, com os produtos zerados e muito felizes. Essa é uma iniciativa brilhante do Governo do Estado, que apoia e fortalece o produtor artesanal da Bahia”.

 
Produtores comemoram recorde de vendas

 
E os números confirmam o entusiasmo. Produtores de todas as regiões comemoraram o aumento das vendas, o reconhecimento do público e as conquistas no 1º Concurso do Queijo Artesanal da Bahia, que premiou 307 queijos entre 372 avaliados, com 137 medalhas de ouro, 99 de prata e 71 de bronze.

 

André Moraes, da Queijaria Nobre (Planalto), celebrou as 17 medalhas conquistadas e o crescimento do evento. “Foi uma feira maior, com mais produtores e mais clientes. Vendemos tudo, 380 litros de iogurtes e 150 quilos de queijo. O festival é fundamental para divulgar o nosso trabalho e conectar o interior à capital”.
 
Fabiola Rodrigues, da Queijaria Herdade, de Maiquinique, contou que as vendas superaram em 70% as expectativas. “Esgotamos todos os produtos, inclusive os doces de leite. O nível dos queijeiros subiu muito, todo mundo veio com queijos mais elaborados, e o público reconheceu isso. Foi um sucesso maravilhoso!”.

 

Para Cátia Santa Rosa, do Laticínio Kadosh, que trabalha com queijos de cabra, o evento foi ainda mais expressivo que o anterior. “O festival superou em quase 50% as vendas do ano passado. Trouxemos mil e quinhentas peças de queijo e, no segundo dia, já tínhamos vendido tudo. Foi preciso produzir durante a madrugada para repor os estoques. O público está cada vez mais conectado com o artesanal”.

 
Além das vendas e da troca de experiências, o festival foi palco de importantes avanços para a agroindústria familiar. Durante a programação, quatro consórcios públicos receberam a certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA), um marco para a comercialização dos produtos em todo o território baiano.

 
O evento contou ainda com palestras técnicas, degustações guiadas e o espaço do vinho, promovendo uma verdadeira imersão sensorial. Foram abordados temas como inovação na produção de queijos, maturação, qualidade sensorial e regularização sanitária.

 
Realizado pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação de Produtores de Queijo da Bahia e Unicafes Bahia, e com apoio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Turismo (Setur), o festival se consolida como um dos maiores do país no segmento.

Refeição dos trabalhadores da obra do VLT passa a contar com produtos da agricultura familiar

15/04/2026

Os trabalhadores das obras do Veículo Leve de Transporte (VLT) em Salvador já começam a sentir, na mesa, os resultados de uma política que aproxima o campo das estruturas do Estado. A partir desta segunda-feira (3), as refeições servidas no refeitório da obra passam a contar com produtos frescos e naturais adquiridos diretamente da agricultura familiar baiana, garantindo alimentação de qualidade e fortalecendo cooperativas e associações rurais da região.
 
A iniciativa, resultado da parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), beneficia mais de 3 mil trabalhadores e garante o fornecimento mensal de cerca de 600 kg de alimentos da agricultura familiar, cultivados sem agrotóxicos e entregues semanalmente. A primeira remessa inclui verduras, legumes, polpas de frutas, temperos e proteína animal, fornecidos pela Cooperativa Mista Agroecológica de Mulheres do Assentamento Nova Panema (COOPERAGRO), pela Associação dos Trabalhadores Rurais de Candeias e pela Associação Sol Nascente, de Vera Cruz. Em breve, também serão incluídos ovos e manteiga.
 
“É como soro na veia do agricultor. Ela beneficia diretamente as comunidades, fortalece a inclusão social e transforma a vida do produtor rural, que deixa a condição de subsistência e se torna um empreendedor rural”, afirmou o presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Candeias, Paulo Roberto.
 
Além de garantir refeições saudáveis para os trabalhadores, a parceria fortalece um modelo de desenvolvimento regional que valoriza a produção local e fomenta renda no campo.
 
Para o secretário Osni Cardoso, o avanço dessa ação traduz a missão da política pública rural da Bahia. “Estamos unindo quem produz e quem precisa. A agricultura familiar alimenta a cidade com qualidade e, quando o Estado abre esse caminho, quem ganha é o trabalhador, o produtor rural e a economia local. É política pública virando resultado real na vida das pessoas”, destacou.
 
Segundo o presidente da CTB, Eracy Lafuente, o “VLT está proporcionando aos seus trabalhadores comida saudável, produzida pela agricultura familiar. O secretário Osni, junto com fornecedores do Movimento Sem Terra e pequenos agricultores, está garantindo esse fornecimento, que traz comida saudável para o prato do trabalhador, e isso é um marco importante para a construção civil.”
 
Em outubro, uma reunião entre a SDR, CTB e entidades parceiras definiu a integração de produtos da agricultura familiar nas compras institucionais da Companhia. Além da ação nas obras do VLT, no último dia 20 a CTB recebeu os primeiros pacotes de café da agricultura familiar para consumo interno dos funcionários.

SDR abre inscrições para o 9º Simpósio de Pesquisas e Experiências em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural

15/04/2026

A Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), por meio da Coordenação Executiva de Ensino, Pesquisa e Extensão Tecnológica (CEPEX), abre chamamento público para inscrições no 9º Simpósio de Pesquisas e Experiências da Agricultura Familiar. A iniciativa está sendo realizada em parceria com a Rede Baiana de Ensino, Pesquisa e Extensão em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável.
 
O 9º Simpósio acontece no dia 11 de dezembro de 2025, durante a 16ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Parque Costa Azul, em Salvador-Bahia. O Edital está disponível em www.sdr.ba.gov.br/editais e as inscrições seguem abertas até o dia 30 de novembro de 2025. Elas são gratuitas e devem ser realizadas mediante preenchimento de formulário disponível na internet, no link: https://forms.gle/7SJity9cwBub1udy5, contendo resumo simples da proposta.
 
Serão selecionados trabalhos que estiverem organizados segundo as normas do edital e atingirem o mínimo de 25 pontos no barema, divididos em quatro eixos temáticos que visam identificar, estimular, reconhecer e divulgar pesquisas, trabalhos e experiências técnico-científicas e populares que contribuam com o seguinte tema: “Territórios vivos: agricultura familiar e construção de conhecimentos para o bem viver”.
 
Todos os trabalhos apresentados receberão certificado de participação e serão publicados nos Anais do 9º Simpósio. Os esclarecimentos e informações adicionais acerca do conteúdo do evento podem ser obtidos por intermédio do endereço eletrônico: simposio9ba@gmail.com.