- O Plano
Plano de Recursos Hídricos e da Proposta de Enquadramento dos Corpos de Água da RPGA do Rio Grande
O Plano
O Plano de Recursos Hídricos, associado à Proposta de Enquadramento, é um instrumento de planejamento e gestão da água nas bacias hidrográficas, elaborado a partir de sua dinâmica hidrológica (águas subterrâneas e superficiais), que visa garantir a disponibilidade, proteção, conservação, recuperação e o uso sustentável da água, possibilitando melhoria na qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável da região. Os mesmos são instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Lei Estadual nº 11.612/2009) e da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei Federal nº 9.433/2007) destinados a promover a gestão, de forma mais efetiva e sustentável, dos recursos hídricos no Estado.
Em julho de 2019, o Governo do Estado da Bahia, por intermédio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), celebrou com o Consórcio Águas do Oeste Hydros- Engeplus, o contrato de número 004/2019, referente à prestação de serviços de consultoria para, junto aos Comitês das Bacias Hidrográficas do rio Grande e do rio Corrente, elaborar os Planos de Recursos Hídricos e das Propostas de Enquadramento dos Corpos de Água da RPGA do rio Grande e da RPGA do rio Corrente e Riachos do Ramalho, Serra Dourada e Brejo Velho.
A construção do Plano de Recursos Hídricos (PRH) e da Proposta de Enquadramento (PE) dos Corpos de Água da RPGA do rio Grande contemplou a participação de atores representantes do poder público, sociedade civil, usuários da água e demais interessados, reforçando o caráter participativo de sua elaboração. Para tanto, foi colocado em curso um processo de mobilização e construção participativa com as diferentes instâncias da sociedade, abrangendo 17 municípios, total ou parcialmente inseridos no seu território: Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Buritirama, Catolândia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Mansidão, Muquém do São Francisco, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério, Tabocas do Brejo Velho e Wanderley.
A Bacia
A Bacia Hidrográfica do rio Grande está situada na região oeste do estado da Bahia, a cerca de 850 km da cidade de Salvador. O Rio Grande corre na direção sudoeste-nordeste, recebendo seus principais afluentes pela margem esquerda, como os rios das Fêmeas, das Ondas, Branco e Preto. Estes afluentes correm em direção geral oeste-leste, trazendo os deflúvios das cabeceiras ocidentais úmidas. O rio Preto ocupa quase toda a parte setentrional da bacia. Pela margem direita, o Rio Grande recebe como afluente mais importante o rio São Desidério, além dos rios Tamanduá e Boa Sorte, que são de menor porte.
O clima varia do tipo Úmido (com chuvas anuais superiores a 1.700 mm) no extremo oeste da região, ao clima Semiárido (chuvas anuais inferiores a 800 mm) junto à calha do rio São Francisco; ocorrendo no seu trecho médio os tipos Úmido a Subúmido e Subúmido a Seco, com predominância deste último.
Cerca de ⅔ da região pertencem ao Planalto do Chapadão Ocidental do São Francisco, onde predomina a vegetação de Cerrado. Nessa parte da BHG ocorrem grandes extensões de áreas já antropizadas onde é intensa a exploração agropecuária. No seu terço inferior, correspondente a Depressão Sanfranciscana predomina a vegetação de Caatinga e pequenas áreas de agricultura familiar e de pecuária extensiva.
Tradicionalmente a pecuária extensiva ocupava toda a região oeste. Porem nos últimos 15 anos, esta região conheceu um desenvolvimento da atividade agrícola sem precedentes, principalmente na expansão da produção de grãos (soja e milho, principalmente), café, fruticultura, todos com alta tecnificação, extremamente mecanizada e com uso considerável de insumos, trazidos por agricultores originários de outras regiões do país (Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina em grande parte) e também do exterior (como Portugal e Estados Unidos).
Essa rápida e intensa mudança no uso do solo tem produzido impactos ambientais tais como: erosão hídrica e eólica, perda de habitats, diminuição da vazão dos rios que drenam a região, assoreamento, aumento das queimadas, redução da biodiversidade entre outras preocupações ambientais. Em particular, a questão da conservação dos solos e, sobretudo, da água, em qualidade e quantidade, torna-se cada vez mais aguda.
O Comitê da Bacia do rio Grande (CBHG) encontra-se atuante, tendo sido criado pelo Decreto Estadual nº 11.246/08 e é composto por 30 membros titulares com os respectivos suplentes, sendo respeitada a composição tripartite paritária (BAHIA, 2016). Possui quatro câmaras técnicas: Câmara Técnica de Planos, Programas e Projetos (CTPPP), Câmara Técnica Institucional e Legal (CTIL), Câmara Técnica de Outorga e Cobrança (CTOC) e Câmara Técnica de Educação Ambiental (CTEA). A CTPPP acompanha diretamente o processo de elaboração do PRH e da PE.
Diretrizes para elaboração do Plano
- Elaborar dois instrumentos da Política Estadual de Recursos Hídricos (Plano e Enquadramento para cada RPGA contemplada no estudo) que consubstanciem ações integradas e, consequentemente, permitam aos respectivos Comitês, o INEMA e demais componentes do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, com responsabilidade e/ou atuação sobre a RPGA, gerirem efetiva e sustentavelmente seus recursos hídricos superficiais e subterrâneos, de modo a garantir os usos múltiplos, de forma racional e sustentável, em benefício das presentes e futuras gerações;
- Elaborar, como resultado, uma proposta de construção integrada, com a participação dos atores sociais das BH, especialmente nas tomadas de decisão, associando aos critérios técnicos a ponderação das escolhas políticas, que representem acordos sociais resultantes de negociações entre os atores no âmbito dos CBH e confiram maior legitimidade ao PRH e à PE;
- Estabelecer mecanismos que traduzam os Planos de Bacia e as Propostas de Enquadramento como um pacto das águas entre os diversos atores sociais, com base numa avaliação e distribuição do potencial hídrico e hidráulico das RPGA, que reflitam resultados socialmente justos, economicamente viáveis e ambientalmente equilibrados;
- Envolver a comunidade representada principalmente pelos CBH na oportunidade de identificar e expor problemas e conflitos, além de definir formas de disciplinar os diversos usos dos recursos hídricos nas BH, visando ao desenvolvimento de alternativas de manejo às práticas da economia atual;
- Estar em consonância com os princípios e as diretrizes da Política Estadual de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade e da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT);
- Integrar os planos, programas, projetos e demais estudos setoriais que envolvam a utilização dos recursos hídricos e alterações provenientes das mudanças climáticas globais das BH, especialmente aqueles com ênfase na preservação e/ou conservação dos recursos hídricos, incorporando-os ao PRH, dentro de suas possibilidades;
- Compatibilizar as ações de planejamento dos recursos hídricos com as iniciativas de conservação da biodiversidade e dos recursos florestais;
- Buscar meios de compatibilizar ações municipais envolvendo a ocupação e o uso do solo com as diretrizes e intervenções relacionadas ao uso dos recursos hídricos;
Fases da elaboração do Plano
A participação social permeou toda a fase de elaboração do PRHG e da PEG, agregando valor ao processo de planejamento e gestão participativa, tendo como ponto de partida a valorização do diálogo e intercâmbio de saberes. Para assegurar a participação dos diversos agentes sociais, a estratégia de mobilização foi concebida para se dar ao longo de todo o Plano, como um sistema integrado ao processo de comunicação social e de participação, com o objetivo de gerar um comprometimento coletivo para que todos assumissem a responsabilidade com o processo e os resultados da construção social nos produtos, zelando pela realidade possível e desejada para a Bacia Hidrográfica do rio Grande.
A construção do Plano foi dividida em quatro fases:
FASE A – Preparatória para elaboração do PRH e da PE, incluindo a coleta de dados, espacialização das informações da BH, regionalização da BH, realização de articulação com órgãos e com atores sociais envolvidos e a consolidação do Plano de Trabalho;
FASE B – Diagnóstico Integrado para elaboração do PRH e da PE, com a caracterização física e biótica, do cenário socioeconômico e histórico-cultural, institucional e legal, estimativa das disponibilidades hídricas e balanço hídrico, levantamento de usuários, realização de oficinas temáticas e diagnóstico integrado;
FASE C – Prognóstico e compatibilização para elaboração do PRH e da PE, realizando a montagem do cenário tendencial das demandas hídricas, composição dos cenários alternativos, compatibilização das disponibilidades com as demandas hídricas, reuniões setoriais, articulação e compatibilização de interesses internos e externos à BH;
FASE D – Diretrizes, Metas e Programas, com a definição de diretrizes e objetivos estratégicos do plano, definição de metas, realização de oficinas de planejamento, proposição de ações e intervenções, definição de diretrizes, proposta de arranjo institucional para a BH e montagem do programa de investimentos.
- Produtos
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- Cartogramas
Aptidão Agrícola das Terras
Áreas de Preservação Permanentes e a Vegetação Associada
Áreas Prioritárias em Relação é RPGA
Bioma
Demanda Hídrica Total por UPGRH
Fonte de Poluição
Fontes Potenciais de Poluição
Localização da RPGA do Rio Grande
Localização das Unidades de Conservação em Relação à RPGA
Localização dos Pontos de Monitoramento do Programa Monitora na RPGA
Localização dos Territórios Quilombolas
Mapa de Cobertura Vegetal da RPGA
Mapa de Distribuição Espacial das Classes de Risco de Contaminação
Mapa de Geologia
Mapa de Geomorfologia da RPGA
Mapa de Solos da RPGA
Mapa de Susceptibilidade a Processos Erosivos
Mapa de Uso do Solo na RPGA
Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGA)
Reserva Indígena Fazenda Jenipapeiro
Reservas Legais
Tipo de Clima da RPGA
Unidade de Balanço (UB)
Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRH)- Jogos
- Caça-Palavras
Jogo de Caça PalavraMemória
Jogo da MemóriaTabuleiro
Trilha 1Quebra Cabeça - Relatórios
- PF01 – Intervenções
PF02 – Programas de Investimentos
PF03 – Síntese Executiva
PF04 – Enquadramento dos Corpos de Água
PF05 – Manual Operativo