Com uma proposta ousada e transformadora, Salvador se tornou, nesta segunda-feira (7), o centro de um debate nacional sobre como fortalecer a auditoria financeira pública e prepará-la para os desafios do presente e do futuro.
A abertura do 3º Encontro Nacional de Auditoria Financeira dos Tribunais de Contas do Brasil (ENAF-TC) foi marcada pela presença de autoridades que representam a articulação entre controle, transparência e governança. Entre os destaques da mesa de abertura, esteve a procuradora geral do Estado da Bahia, Bárbara Camardelli, que reforçou o papel estratégico da advocacia pública na promoção da integridade e na gestão responsável dos recursos públicos.
O evento reúne mais de 200 profissionais presencialmente, na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), e conectou mais de 300 participantes online, incluindo representantes de países como Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Espanha e Portugal. O alcance internacional reforça a relevância do encontro como espaço de troca, aprendizado e avanço técnico.
Sob o tema “O presente e o futuro da Auditoria Financeira nos Tribunais de Contas do Brasil”, o encontro trouxe à tona uma pauta estratégica, que se trata da urgência em modernizar a atuação dos tribunais de contas, adotar novas tecnologias e consolidar a auditoria financeira como ferramenta de transformação na gestão pública.
A cerimônia de abertura reuniu autoridades e especialistas que ressaltam a importância do papel pedagógico dos tribunais e o potencial da auditoria como instrumento de transparência e responsabilização.
O presidente do TCE-BA, Marcus Presidio, pontuou que a auditoria vai além da análise de números: “É um instrumento essencial para garantir integridade, responsabilidade e qualificação da gestão pública. Um tribunal que educa e orienta previne irregularidades e fortalece o controle social.”
Já o presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), conselheiro Edilberto Pontes, destacou a importância de incorporar novas competências à atuação dos auditores: “O auditor do século 21 precisa dominar big data, inteligência artificial. Se não falarmos disso, somos tribunais do século passado.” Segundo ele, a convergência com padrões internacionais e o uso estratégico da auditoria financeira são indispensáveis para a efetividade do controle externo.
A atuação integrada entre tribunais de contas, ministérios públicos, procuradorias e instituições legislativas foi um dos pontos destacados no evento. Para os organizadores, essa articulação é fundamental para consolidar uma cultura de prevenção, diálogo e confiança entre os órgãos de controle e os gestores públicos.
O evento segue até hoje (8), com uma programação intensa de palestras, oficinas e painéis, que têm como missão consolidar a auditoria financeira como um dos pilares de uma administração pública mais eficiente, ética e transparente.
O futuro da auditoria já começou — e passa por Salvador.