PGE-BA e TCE-BA debatem a Lei nº 14.634/2023 em mais uma edição do ciclo de palestras “Políticas Públicas – A Arte do Encontro

04/09/2025
Palestrante apresenta o tema “O Código da Lei nº 14.634/2023: A Chave de Leitura das Normas de Contratações Administrativas na Bahia”. Ela está de pé ao lado de uma tela que exibe uma imagem ilustrativa com braços robóticos manuseando dados digitais, indicando abordagem tecnológica no contexto jurídico. O público acompanha sentado, atento à exposição.
Rogério Couto - ASCOM PGE-BA

Na tarde desta quarta-feira (03), a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) e o Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) realizaram mais uma edição do ciclo de palestras “Políticas Públicas – A Arte do Encontro”, com o tema “O Código da Lei nº 14.634/2023: a chave de leitura das normas de contratações administrativas na Bahia”. O evento reuniu servidores do TCE-BA, do TCM-BA e da administração pública estadual, na Sala de Treinamento da ECPL.

 

A abertura foi feita pelo Corregedor Conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo, que destacou a relevância de espaços de troca entre órgãos de controle e a administração pública:

 

“Quantos recursos podem ser poupados com encontros como este? Trocando experiências, conseguimos avançar na eficiência do gasto público”, ressaltou.

 

Na sequência, o auditor de contas públicas e diretor jurídico do TCE-BA, Wendel Régis Ramos, fez a mediação e introduziu a palestra:

 

“Esse é um tema central para quem atua no controle. A nova lei de contratações impacta diretamente à execução orçamentária e a fiscalização das despesas públicas. É um marco regulatório que precisa ser compreendido por todos nós que operamos o direito e o controle”, afirmou.

 

A palestra foi conduzida pela Procuradora do Estado Verônica Novaes, integrante do Núcleo de Licitações e Contratos da Procuradoria Administrativa da PGE-BA, que participou ativamente da elaboração da Lei nº 14.634/2023. Em sua exposição, a procuradora apresentou os principais aspectos da norma, destacando que a legislação baiana não se limitou a reproduzir a Lei Federal nº 14.133/2021, mas adotou uma “chave de leitura própria”.

 

Entre os pontos centrais, Verônica Novaes explicou a decisão estratégica da Bahia em abandonar o modelo de texto analítico da legislação anterior (Lei nº 9.433/2005) e adotar um texto sintético, com foco na autonomia estadual e em normas gerais de licitação e contratação. “O artigo 2º da Lei nº 14.634/2023 é o coração da norma, pois define como aplicar a lei federal no âmbito da Bahia”, destacou.

 

Outro ponto de destaque foi a Emenda Constitucional nº 32/2023, que alterou a forma de tratar as competências legislativas entre União e Estados. Segundo a procuradora, a mudança representou um verdadeiro “paradigma” ao estabelecer que a Bahia poderia estruturar sua própria legislação de contratações administrativas, respeitando as normas gerais da União, mas com especificidades locais.

 

A palestra também abordou a importância da nova lei para a gestão de contratos e para o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização:

 

“As despesas que passam pelo processo de licitação ou pelas hipóteses de dispensa e inexigibilidade são a base da execução orçamentária. A lei baiana valoriza a fiscalização e a gestão dos contratos, reforçando o papel dos órgãos de controle e da administração”, afirmou.

 

O encontro integra o ciclo de palestras “Políticas Públicas – A Arte do Encontro”, fruto de Acordo de Cooperação Técnica entre a PGE-BA e o TCE-BA, que visa promover intercâmbio de experiências, fortalecer a formação técnica e aprimorar a administração pública baiana.

Fonte
ASCOM PGE-BA
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