20/07/2017
Como parte do programa de capacitação elaborado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento (CEA) da Procuradoria Geral do Estado da Bahia, os dezesseis novos procuradores da PGE-BA participaram, na tarde desta quinta-feira (20), de um talk show para debater, de maneira informal, questões relativas ao trabalho que irão desempenhar. Participaram da atividade, além dos recém empossados, os procuradores Ailton Cardozo da Silva Júnior, Maria Angélica dos Santos Rodrigues, Rodrigo Almeida Gomes Moura, Hugo Coelho Régis e a procuradora aposentada Edite Mesquita Hupsel. Os trabalhos foram coordenados pela procuradora chefe do CEA, Alzemeri Martins Ribeiro de Britto.
Durante o talk show várias questões foram levantadas, para que os procuradores convidados falassem um pouco das suas experiências ao longo de suas trajetórias na Procuradoria.
Experiências
Ao ser questionada sobre o motivo da escolha pela carreira, a procuradora aposentada Edite Hupsel afirmou ter sido escolhida, mas se disse apaixonada pela PGE e pelo trabalho que desenvolveu na casa ao longo dos anos. “Eu nunca tive medo. Sempre li e estudei muito. Isso sempre me deu segurança para escrever e defender aquilo em que acreditava”, declarou Hupsel, que apontou como fatores fundamentais para a carreira a coerência, a independência e a coragem para seguir em frente. “Sejam felizes aqui dentro. Amem a PGE e a Administração Pública. Sejam justos e lembrem sempre que são procuradores do Estado e não de governo”, finalizou.
Já para o procurador Rodrigo Moura, onde a PGE atua é perceptível o toque de qualidade. “Hoje somos parceiros da Administração Pública. A Procuradoria é muito respeitada. Mas vejo muito espaço a conquistar. Quero ver a PGE na ponta das políticas públicas”, destacou. O procurador apontou ainda as relações interpessoais e a ajuda dos colegas como aspectos indispensáveis para o sucesso na carreira. “Os desafios são imediatos e nem sempre estamos preparados para enfrentá-los sozinhos”, avaliou.
Angélica Rodrigues, por sua vez, apontou algumas dificuldade na infraestrutura de trabalho e a frustração pela não implantação de algumas medidas sugeridas em determinados momentos como alguns motivos de frustração, mas se disse bastante orgulhosa em fazer parte de uma instituição que, apesar de em alguns momentos desenvolver um trabalho, para muitos, silencioso e invisível, ser, de certa forma onipresente. “Nós estamos presentes em tudo”, pontuou.
Quando questionada sobre o que entendia como fundamental para o bom desenvolvimento do trabalho destacou o estudo. “É de fundamental importância a disciplina para estudar, aprender, se renovar. Isso é que nos faz forte e dá segurança para atuar. O saber nunca é o suficiente”, refletiu.
Lotado na regional de Juazeiro, o procurador Hugo Coelho afirmou que, apesar das dificuldades na infraestrutura de trabalho, do acúmulo de funções e da escassez de tempo para atender a todas as demandas, a PGE tem evoluído muito e integrado as regionais à sede.
Quando instado a dar um conselho aos recém empossados, Hugo Coelho os orientou a aproveitar sempre as oportunidades, pois elas são fontes de crescimento. “Não percam as oportunidades. Enfrentem os desafios na medida que aparecerem, pois são eles que nos tornam mais experientes e capacitados”, destacou.
Para Ailton Cardozo as maiores dificuldades enfrentadas, hoje, pelos procuradores baianos é a deteriorização do sistema político e a conseqüente complexidade do diálogo com o governo. Para o procurador, entretanto, a humildade é essencial para o desenvolvimento e o aprendizado na carreira. “Tendo-se humildade, todo dia teremos o que aprender na PGE”, destacou.
Compartilhando da opinião do colega, a procuradora Alzemeri Martins lembrou do importante papel da humildade na vida de cada ser humano e destacou como peça chave para o desenvolvimento da PGE as pessoas. “Todos têm seu valor. Nunca esqueçam disso”.
Fonte: ASCOM/PGE