Aconteceu na manhã desta quarta-feira (30) a Roda de Conversa sobre Saúde Mental, no Auditório Paulo Spínola, na Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA). O evento contou com a participação de especialistas na área da psicologia e psicanálise, proporcionando um espaço de diálogo sobre os cuidados com a saúde mental no ambiente de trabalho e na vida cotidiana.
A proposta idealizada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento (CEA) da PGE-BA foi debater a importância do cuidado contínuo com a saúde mental, abordando as pressões e desafios enfrentados tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal, especialmente no contexto pós-pandemia.
Participaram da conversa, que contou com a mediação da Procuradora Chefa do CEA, Ivana Pirajá, Ana Aparecida Martinelli Braga, psicóloga, psicanalista e professora adjunta da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP); Fernanda Prado, psicóloga clínica e do trabalho; e Victória Santana Silva, psicóloga clínica e cofundadora da Afya Psicologia.
Fernanda Prado falou sobre a realidade dos ambientes de trabalho, prevenção e promoção de saúde. “Em 2024, foi criado um ato legal obrigatório para as instituições fazer o levantamento dos riscos psicossociais existentes no trabalho. As empresas vão precisar identificar quais são esses fatores que fazem parte do processo de prevenção e promoção de saúde”.
Já Ana Aparecida Braga ressaltou a importância da escuta nas relações sociais. “É importante que as pessoas pensem diferentes, tenham opiniões próprias. Ser igual é péssimo. A questão é como a gente pode fazer da diferença, da diversidade, do diferente algo que a gente possa estabelecer a condição de saber ouvir. Para que a gente consiga dialogar é fundamental que você fale, mas que você dê espaço para escutar o outro. E essa, muitas vezes, é uma situação muito desafiadora”.
Para Victoria Santana, a hiper conectividade no mundo de hoje “cria necessidades e com isso um adoecimento por não ter acesso a alguma coisa, por uma necessidade que não foi atendida. Mas nessa criação de necessidade, nesse adoecimento, não ter acesso a isso que se imagina, que precisa, a gente acaba também criando necessidades que não há”.