Dados divulgados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional revelam que 1,8 milhão de pessoas convivem com o quadro de insegurança alimentar grave na Bahia, o que representa 12,9% da população. Para reverter esse cenário, o governador Jerônimo Rodrigues lançou, no final do mês de março, o programa Bahia Sem Fome, que foi tema de uma reunião na Secretaria do Planejamento - Seplan, nesta terça-feira (16), com as participações do secretário Cláudio Peixoto, do coordenador geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, Tiago Pereira, além de técnicos da Seplan e da Casa Civil.
Durante o encontro, o coordenador Tiago Pereira apresentou as etapas previstas do Bahia Sem Fome e os objetivos do programa, que envolvem ações divididas em dois eixos: emergenciais e estruturantes, com foco na doação de alimentos, geração de trabalho, emprego e renda e a produção de alimentos saudáveis.
De acordo com Pereira, o público prioritário do Bahia Sem Fome são, além das pessoas em situação de insegurança alimentar grave, as famílias que constam na lista de espera do CadÚnico, as mães solo e mulheres negras, pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Já entre as metas e indicadores do programa, destacam-se o atendimento a 200 mil famílias com assistência alimentar e a redução em 50% no número de pessoas em situação de insegurança nos próximos quatro anos, passando a 6,5% da população baiana.

O secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto, destacou que, desde o primeiro momento, a Seplan está engajada no Bahia Sem Fome, tendo contribuído com a doação de duas toneladas de alimentos no primeiro mês da campanha de arrecadação, além de colocar todo o quadro técnico da secretaria à disposição do programa.
“Essa é uma pauta central e prioritária da gestão estadual, liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. O nosso compromisso é dar todo suporte, pela qualificação da equipe da Seplan, para o fortalecimento institucional do programa, tanto com a ampliação da capacidade financeira, a partir da disponibilidade de recursos do tesouro estadual e da busca por financiamento de organismos e fundos internacionais, quanto pela sua valorização na elaboração dos instrumentos de planejamento, o que irá garantir a transversalidade necessária nas ações”.
Já o coordenador geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, Tiago Pereira, fez um balanço do encontro realizado na Seplan, valorizando o apoio disponibilizado para a gestão do programa. “O governador tem orientado que a construção e a implementação das políticas públicas tenham diferenciais, atendendo os anseios da população e, ao mesmo tempo, estabelecendo formas de governança, institucionalização dos processos com a participação da sociedade e uma relação harmônica entre as secretarias, órgãos e instâncias de governo. Estar aqui na Secretaria do Planejamento em sintonia com sua missão e a sensibilidade do secretário é para que a gente consiga convergir as ações, estabelecer uma relação mais aproximada do ponto de vista da concepção, do planejamento, da efetividade e, principalmente, do monitoramento do Bahia Sem Fome”.