FLlCEIA promove debates e reflexões sobre importância da literatura na diversidade baiana

18/09/2025
FLlCEIA promove debates e reflexões sobre importância da literatura na diversidade baiana
Fonte/Crédito
Luís Augusto Almeida

A terceira edição da Festa Literária do ICEIA (FLICEIA) foi palco, nesta quarta-feira (17), de uma programação composta de mesa-redondas, exposição, música, oficinas e intervenções artísticas. Com o tema “Literatura baiana em movimento: novas vozes, novas conexões”, o evento reuniu estudantes, professores e comunidade escolar do Centro Estadual de Educação Profissional Formação e Eventos Isaias Alves, no Barbalho, que promoveram debates e reflexões sobre a importância da literatura na diversidade baiana.

Entre as atividades, destaque para a mesa "Como a literatura pode se comunicar hoje", com a participação do jornalista e escritor Jean Wyllys; o escritor e imortal da Academia Baiana de Letras, Marcus Vinícius Rodrigues; e o jornalista e escritor Ricardo Ishmael. A mediação foi feita pelo assessor especial da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), Manoel Calazans.

"O ICEIA, como uma das instituições de ensino mais importantes da Bahia e parte do patrimônio do Estado, avança mais uma vez com esta nova pedagogia da feira literária, porque a obrigação da Educação Básica é formar leitores e produtores de texto. A gente vai à escola com essa ideia. Mesmo o governo tendo uma política com quase 200 feiras literárias nos municípios, é muito gratificante que tenha este evento na escola", afirmou Calazans, que também representou a secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito.

Segundo Jean Wyllys, a literatura é importante porque é uma luta com palavras. "É bom que as feiras literárias estejam trazendo novas perspectivas da diversidade baiana, porque a nossa realidade é construída. Tem autores mais antigos que são importantes e que admiramos, mas trazem a percepção deles. E, com a nova geração de escritores, podem existir novas compreensões".

Para Ricardo Ishmael, a unidade escolar é o lugar ideal para promover uma festa literária. "Enquanto instituição de base, formadora, despertadora de consciências, a escola é o lugar para que a gente possa debater temas que são do nosso tempo a partir da literatura, dos livros. Digo isso porque os livros têm esse poder, eles trazem em si essa potência e possibilidade de agendar discussões, seja através da literatura de ficção ou de outras formas de expressão na literatura, como o enfrentamento do racismo; o combate ao bullying e ao cyberbullying; e a convivência com a diversidade.

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Luís Augusto Almeida

Literatura na escola

A diretora da unidade escolar, Maribel Costa, reforçou a origem do projeto pedagógico do evento. "Surgiu a partir do Clube de Leitura com o incentivo para que os estudantes escrevessem os seus livros, debatessem as temáticas por meio de vozes qualificadas e refletissem sobre a sua própria história. Por isso, chegamos à terceira edição pensando no próximo ano, quando completaremos 190 anos de uma forte instituição da educação baiana".

O estudante Stan Villa, 18 anos, do Curso Técnico de Áudio e Vídeo, destacou a importância da feira. "Acho fundamental este tipo de evento, porque nos reconecta com a leitura, que está um pouco precarizada pelos jovens atualmente. Sempre gostei de ler, mas depois da pandemia tinha perdido um pouco a vontade. Na escola, pude voltar a ter essa motivação".

Segundo a estudante Ana Luisa, 17 anos, do Curso Técnico em Administração, "através da feira a gente pode desenvolver o interesse pela leitura, entender os nossos espaços, a cultura e a diversidade que está ao nosso redor."

Programação

Os participantes da FLICEIA puderam conferir, entre outras atividades, a mesa "Literatura baiana de resistência", com Giovane Sobrevivente e Rita Pinheiro; e a intervenção artística de Matilde Charles; além da apresentação do projeto da cartilha “Guardões da inocência”, HQ desenvolvida pelos estudantes do Curso Técnico de Artes Visuais, que aborda o tema bullying.

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Feira Literária
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