Professores (as) do Programa Mais Ciência na Escola participam de formação promovida pelo IAT/SEC

31/03/2026

Professores (as) responsáveis pelos laboratórios makers que estão sendo implementados pelo Programa Mais Ciência na Escola na Bahia iniciaram, neste terça-feira (31), no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador, uma formação com vistas ao fortalecimento destes espaços enquanto ambientes formativos voltados para a aprendizagem interdisciplinar e criativa. Promovida pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, por meio do IAT a iniciativa conta com a participação de 180 educadores (as), sendo 90 da rede estadual e 90 das redes municipais.

Durante os três dias de encontro, que acontece de 31 de março à 02 de abril, os educadores (as) irão explorar a cultura maker, a educação STEAM e metodologias ativas que fortalecem o protagonismo de estudantes e educadores.

“O Mais Ciência na Escola é um programa federal que incentiva as escolas públicas da rede para desenvolver o aprendizado a partir da ciência. Estamos aqui na casa do saber, no IAT, celebrando o processo formativo deste grande programa, com 45 municípios e escolas da rede estadual. É isso que a Bahia tem incentivado. É isso que nós temos mobilizado em todo o estado. Que a gente faça da Ciência um ambiente de formação, mas também de resistência, em defesa da democracia e da soberania. E contar com o IAT neste processo formativo é fundamental, porque é a nossa casa de formação, do saber e que tem uma história belíssima com os princípios do nosso educador e mestre Anísio Teixeira”, destacou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcius Gomes.

“Esta parceria com o Programa Mais Ciência na Escola é Fundamental, porque o IAT tem uma expertise muito grande na formação de professores (as) e, desta vez, está inovando, porque contemplou professores (as) das redes municipais. Isso é um avanço muito grande para promover a educação científica no nosso estado. É uma grande satisfação participar deste momento. Parabéns ao Instituto Anísio Teixeira e à Secretaria da Educação que não têm medido esforços para implementar o processo de educação científica em todo o nosso estado”, elogiou o coordenador do Programa Ciência na Escola na Superintendência de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Abílio Cláudio Peixoto.

A formação é um dos pilares centrais da implementação dos laboratórios e conta com trilhas formativas voltadas ao uso pedagógico, criativo e sustentável destes espaços. Ela ajudará a potencializar a troca de experiências, a qualificação das práticas e o alinhamento metodológico das ações desenvolvidas nos territórios, ampliando o impacto do programa nas escolas. Além disso, promove a aprendizagem criativa nas escolas, estimulando o protagonismo de estudantes e professores por meio de práticas pedagógicas baseadas em projetos, tinkering, cultura maker e resolução de problemas reais dos territórios.

O encontro contribui também para consolidar uma rede de educadores e mediadores científicos, colaborando com o fortalecimento da educação STEAM, estimulando metodologias ativas e promovendo o protagonismo estudantil por meio de projetos, prototipagem e investigação científica.

“É um grande prazer estar no IAT participando desta formação. Recebemos um laboratório maker através da Fiocruz e já temos 06 meses trabalhando com este espaço. Na nossa unidade escolar trabalhamos a iniciação científica já há nove anos e o nosso carro chefe é a astronomia. Já desenvolvemos vários trabalhos nesta temática e também nas áreas de robótica e botânica. Tudo isso com esta parceria do governo do estado, Fiocruz e município. A educação pública produz ciência sim, com qualidade e nós estamos aqui para provar isso”, afirmou o professor Jackson Santos, da Escola Municipal Deputado Luís Eduardo Magalhães, do município de Santo Antônio de Jesus.

“Estar participando da formação tem sido para mim uma experiência única e gratificante. É um momento de troca de experiência com os colegas, de muito aprendizado, de viver, de fato, a ciência e voltar para casa com mais inspiração para fazer mais e melhor”, refletiu a professora Poliana Bonfim, da Escola Municipal Anísia Silva Moreira, do município de Correntina.

“A formação é maravilhosa para a gente desenvolver um projeto inclusivo.  Porque a inclusão parte da curiosidade, da mão na massa, do fazer. Os meninos estão maravilhados. É uma emoção estar aqui com pessoas competentes, comprometidas. A educação muda vidas, realidades. A inclusão é a ciência mudando vidas”, contou a professora Socorro Costa, do Colégio Municipal Gregório Pinto de Almeida, do município de Lauro de Freitas.

O evento formativo irá fortalecer, de forma articulada e territorializada, as ações do Programa Mais Ciência na Escola, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O programa tem como eixo estratégico a disseminação da cultura maker, a implantação de laboratórios maker em escolas públicas e a promoção do letramento digital e da formação científica de estudantes, alinhando-se diretamente às políticas de inovação pedagógica e educação científica desenvolvidas pelo IAT.

Grupo de Pesquisa

Durante a formação, o IAT lançou oficialmente o Amálgama, Grupo de Pesquisa e Intervenção em Educação Transversal da Bahia, que constitui-se como um coletivo de pesquisadoras e pesquisadores comprometidos com a produção de conhecimentos no campo da educação a partir de uma perspectiva transversal, interdisciplinar, decolonial e socialmente referenciada.

O grupo dedica-se a investigar e intervir nas inter-relações entre educação, história, cultura, território, ciência, corpo, meio ambiente e tecnologias, considerando os desafios contemporâneos e as especificidades socioculturais do contexto baiano. Inspirado na metáfora do amálgama, fusão de elementos distintos que, ao se unirem, tornam-se mais sólidos e potentes, o grupo reúne docentes de diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo o diálogo entre Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Artes e Tecnologias.

Sua atuação articula ensino, pesquisa e extensão, com foco na valorização dos saberes ancestrais, afro-brasileiros, indígenas, populares e comunitários, promovendo justiça epistêmica e contribuindo para o fortalecimento da escola pública como espaço de formação crítica, criativa e emancipatória.
 

Fonte
ASCOM/IAT
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Formação Mais Ciência na Escola