Com o objetivo de dialogar, refletir, compartilhar experiências, conectar teoria e prática e, sobretudo, ajudar a construir caminhos possíveis para fortalecer a educação científica no Estado da Bahia, educadores das redes municipais e estadual participaram, nesta segunda-feira (25) do primeiro dia de atividades do Congresso de Educação Científica da Bahia - (CON)CIÊNCIAS.
Promovida pela Secretaria da eDucação do Estado da Bahia, por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT), a ação formativa, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de maio, no Hotel Fiesta, em Salvador, reúne educadores dos 27 Núcleos Territoriais de Educação e baseia-se em uma concepção integrada e contemporânea da educação científica na rede pública estadual propondo a integração das Ciências Humanas, Sociais, da Natureza e Exatas em um espaço formativo comum, incentivando práticas interdisciplinares, contextualizadas e alinhadas às realidades dos territórios baianos. O congresso busca contribuir para a consolidação de uma educação científica crítica, socialmente referenciada e comprometida com a formação integral dos sujeitos.
“Estamos nesta oportunidade recebendo 400 educadores de todo o estado, tanto da rede estadual, quanto das redes municipais, trocando experiências e, junto com os nossos parceiros, ajudando a fortalecer a educação científica no estado da Bahia”, refletiu a representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Elisângela Reis.
“Esta é, sem dúvida, uma oportunidade de a gente refletir sobre a ciência e a importância dela estar presente desde a escola da atenção básica. A Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb) vem participando deste processo com a publicação de editais para fortalecimentos dos Clubes de Ciências nas Escolas e consequentemente com a popularização da Ciência no estado da Bahia”, destacou a representante da Fapesb Maria Claudina.
O (CON)CIÊNCIAS constitui um espaço de formação continuada para educadores da rede pública estadual e também de redes municipais, possibilitando o contato com metodologias ativas, práticas investigativas e experiências exitosas desenvolvidas em escolas, universidades, clubes de ciências e espaços não formais de educação.
Na manhã deste primeiro dia de atividades, os congressistas assistiram a um painel sobre o tema ‘Educação Científica: Perspectivas para a formação das novas gerações e um sobre a pesquisa científica no IAT e os grupos de pesquisa GEPEE (Grupo de Estudos, Pesquisas e Experimentações Educacionais) e Amálgama.
“Estamos aqui reunidos para debater a educação científica, a popularização da ciência, a divulgação científica no chão da escola e o quão isso é importante. Temos que debater permanentemente que tipo de sociedade queremos e sobre o papel da ciência no dia a dia das pessoas”, destacou o professor e consultor do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, Carlos Wagner.
O convidado afirmou ainda que a Educação Científica na Bahia pulsa e lembrou que não se faz ciência só. “A lei é um importante instrumento para financiar a política pública da educação no estado. Não se faz educação científica sem investimento. Então é necessário ter recurso para que o professor da educação básica monte seu Clube de Ciências, para fazer sua Feira de Ciências e para viajar”, analisou.
“O Amálgama é um grupo que dialoga justamente com o fazer da ciência de uma forma horizontalizada, que não leva em consideração a hierarquia entre os saberes, mas que integra todas as ciências, sejam ela as humanas, natural, de linguagens, enfim, todos os saberes que brotam no chão da escola”, contou o professor formador do Instituto Anísio Teixeira, Jonh Erlinton.
O turno da tarde contou com uma Roda de Conversa sobre Letramento Científico na Educação Básica, Sessões Científicas e Métodos Científicos.