Educadores (as) da EJA dialogam sobre os desafios e avanços da modalidade na educação pública da Bahia

Publicado: 08/06/2026 Última atualização: 05/10/2026 às 16:00

Reunidos no Instituto Anísio Teixeira durante o primeiro encontro presencial da formação sobre a Educação de Jovens e Adultos, educadores (as) dos Núcleos Territoriais 14 ao 27 dialogaram, refletiram, compartilharam experiências, conectaram teoria e prática e, juntos, propuseram caminhos possíveis para o fortalecimento desta modalidade de ensino.

Na oportunidade os educadores (as) compartilharam experiências exitosas, falaram sobre a educação prisional e sobre os avanços e desafios enfrentados pela EJA.

“É preciso reconhecer e parabenizar o esforço que o Instituto Anísio Teixeira vem fazendo no processo de formação continuada da nossa rede e que tem nos permitido discutir, no coletivo, quais são os caminhos que a gente precisa começar a repensar no trabalho da EJA. Não dá para a gente pegar o planejamento que a gente faz para os estudantes de 16 e 17 anos e levar para uma etapa da EJA, porque a realidade é outra, os sujeitos são outros, a demanda é diferente”, avaliou a diretora de Implementação de Ofertas e Modalidades da Superintendência de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Camila Amorim.

“Eu acho que a gente precisar caminhar junto. Não podemos estacionar no conhecimento. Precisamos entender o outro, identificar novas formas de conhecer este sujeito da EJA, que por vários motivos precisaram parar de estudar, para pensar maneiras de atender a este público e melhorar o seu processo de aprendizagem”, declarou a professora e pesquisadora  indígena, Merk Pataxó.

“Eu costumo dizer que a educação é um espaço de libertação, emancipação e autoconhecimento. É a educação que ajuda as pessoas privadas de liberdade a se formarem e terem a emancipação e o conhecimento que lhes foi negado. É um papel muito salvador dentro destes espaços. Garantir o acesso destas pessoas à educação é permitir que elas continuem sonhando, acreditando nelas mesmas e vendo seus projetos de vida acontecerem”, refletiu o pedagogo do Conjunto Penal Masculino de Salvador, Bruno Conceição.

A formação visa fortalecer a Educação de Jovens e Adultos, promovendo práticas pedagógicas críticas, inclusivas e contextualizadas, que dialoguem com os desafios contemporâneos da modalidade e contribuam para a garantia do direito à educação ao longo da vida.

O objetivo principal é a garantia de direitos por meio do desenvolvimento profissional e apoio à prática pedagógica, considerando as especificidades do público atendido, a diversidade cultural, étnica e social, e as demandas contemporâneas da educação.

A proposta metodológica fundamenta-se na prática como Eixo Formativo, articulando os saberes teóricos à realidade cotidiana das salas de aula da EJA. A formação será desenvolvida em regime híbrido, totalizando 150 horas, estruturadas para promover a reflexão crítica e a intervenção pedagógica.
 

Fonte
ASCOM/IAT
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EJA