Feira de Ciências mobiliza estudantes e fortalece cultura científica em escola do campo de Rio do Pires

10/06/2026
Feira de Ciências mobiliza estudantes e fortalece cultura científica em escola do campo de Rio do Pires
Acervo pessoal

A ciência ganha destaque no distrito de Ibiajara, no município de Rio do Pires, com a realização da I Feira de Ciências do Colégio Estadual do Campo de Ibiajara (CECI). A atividade reuniu, nesta semana, estudantes dos ensinos Fundamental II e Médio em apresentações voltadas à sustentabilidade, inovação, tecnologia e fenômenos da natureza, estimulando a pesquisa, criatividade e aplicação do conhecimento em situações do cotidiano.

A professora orientadora Joédina Batista Barbosa destacou que a iniciativa nasceu de uma construção coletiva entre educadores, coordenação pedagógica e gestão escolar. “Queríamos conectar a ciência ao cotidiano dos nossos alunos e mostrar como ela pode contribuir para resolver problemas reais e promover um futuro melhor”. Ao todo, 14 grupos desenvolveram projetos sobre temas diversos, como construções sustentáveis, radioatividade, energias renováveis, moda consciente e cosméticos naturais.

Presente no evento, o professor Diógenes Cândido de Lima, um dos fundadores da unidade escolar, ressaltou a relevância da ação para a formação estudantil. “Foi um momento de grande aprendizado, marcado por apresentações que abordaram temas de relevante interesse acadêmico e social”. Segundo ele, a feira fortalece a cultura científica da comunidade e amplia as oportunidades de desenvolvimento acadêmico, profissional e humano dos estudantes.

Entre os grupos que apresentaram seus trabalhos, o Ecoessência Cosméticos Naturais mostrou alternativas sustentáveis para o cuidado com a pele. “Percebemos como a ciência pode ser aplicada no nosso dia a dia para criar produtos que promovam o bem-estar e incentivem práticas mais sustentáveis”, afirmou a estudante Hellen Mayane de Oliveira Silva. Já Victor Rafael Moura, do 8º ano do Ensino Fundamental, destacou o aprendizado adquirido durante a elaboração de um vulcão experimental. “Os erros fazem parte do aprendizado e nos ensinaram a persistir diante das dificuldades”.

A programação também contou com pesquisas sobre radioatividade e impactos ambientais. “O projeto nos ajudou a refletir sobre a responsabilidade no uso da energia nuclear”, relatou Isabela Laurinda Rodrigues, da 2ª série do Ensino Médio. Para a estudante Maria Eduarda Lopes Oliveira, do 6º ano do Ensino Fundamental, a experiência foi além do conteúdo curricular. “Aprendemos novos temas, fizemos amizades e descobrimos que a escola é um espaço de colaboração e crescimento”. O resultado foi uma mostra marcada pelo protagonismo juvenil e pelo incentivo à investigação científica desde os anos iniciais da formação escolar.

Fonte
Tita Moura – Ascom SEC
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