Programa Bahia pela Paz

O Bahia pela Paz é um Programa Estratégico do Governo da Bahia, previsto no PPA - Plano Plurianual 2024-2027, como um Programa Especial do Poder Executivo. O Programa é proposto a partir de uma nova perspectiva da Política de Segurança Pública, caracterizada pela integração de ações sociais consistentes de prevenção e redução da violência, de caráter antirracista, tendo como foco prioritário as camadas mais vulneráveis à violência e à pobreza na nossa sociedade.

No âmbito do Programa, a principal estratégia comunitária para a Prevenção da Violência Letal é a oferta de serviços integrados de Promoção da Cidadania e Garantia de Direitos, através dos Coletivos Bahia  pela Paz, a serem implantados em comunidades que apresentem altos índices de violência letal intencional atuando em estreita parceria com iniciativas municipais e do terceiro setor locais, pertinentes ao desenvolvimento social e humano, além de iniciativas estaduais nas áreas do esporte, cultura, lazer, profissionalização, empreendedorismo e redução de riscos e danos. Outra estratégia de redução dos índices de violência letal, proposta no Bahia pela Paz, foca investimentos em infraestrutura, tecnologia e inteligência para o fortalecimento e integração das atividades desenvolvidas pelas Forças de Segurança Pública. Essa estratégia se soma aos investimentos no efetivo policial do Estado, efetivados em novas contratações, valorização da atividade policial, capacitação técnica e formação no campo dos Direitos Humanos.

O Bahia pela Paz se propõe a enfrentar na Bahia, uma realidade complexa e profundamente desafiadora, que vem colocando a sociedade brasileira em alerta constante na busca por soluções para os problemas decorrentes desse contexto. Em todo o país, a violência letal vem atingindo, de forma significativa, a nossa juventude. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que, em 2022, 77% das vítimas de violência letal no Brasil eram pessoas negras e, dessas pessoas que perderam suas vidas, mais da metade eram crianças e jovens, entre 12 e 29 anos.

 

OBJETIVOS

  1. Reduzir a violência letal, com o foco prioritário em jovens negros e moradores de bairros periféricos;
  2. Prevenir a violência letal, priorizando áreas críticas e segmentos vulneráveis;
  3. Modernizar o sistema de segurança Pública, fortalecendo a Política Judiciária, investindo em tecnologias de investigação e inteligência policial;
  4. Garantir a transparência no desenvolvimento das ações de Segurança Pública;
  5. Reduzir a letalidade policial;
  6. garantir os direitos das pessoas afetadas pelo uso abusivo de drogas;
  7. Modernizar a execução  penal, com foco na inclusão social de pessoas em cumprimento de pena privativa de liberdade;
  8. Expandir a execução de penas e medidas alternativas à prisão;
  9. Promover a inclusão social de egressos do Sistema Prisional;
  10. Promover a articulação entre os Poderes para tornar o Sistema de Justiça cada vez mais transparente, ágil e acessível;
  11. Fortalecer o Sistema Socioeducativo, com foco na inclusão social de pessoas em cumprimento de mediadas socioeducativas e/ou que cumpriram medidas socioeducativas

     

PÚBLICOS PRIORITÁRIOS

  1. Crianças, adolescentes e jovens que encontram-se expostos a contextos vitimados pela violência;
  2. Crianças, adolescentes e jovens que foram vítimas de violência e/ou convivem com pessoas nessa condição;
  3. Crianças, adolescentes e jovens que enfrentam dificuldades para se manter em ambiente escolar;
  4. Crianças, adolescentes e jovens que deixaram a escola e não trabalham;
  5. Crianças, adolescentes e jovens que já passaram pelo Sistema Prisional;
  6. Crianças, adolescentes e jovens que possuem parentes que estão, ou já estiveram, presos no Sistema Prisional;
  7. Crianças, adolescentes e jovens que já passaram pelo Sistema Socioeducativo;
  8. Crianças, adolescentes e jovens que estão, ou já estiveram, em cumprimento de penas e medidas alternativas;
  9. Crianças, adolescentes e jovens que estão monitorados eletronicamente;
  10. Crianças, adolescentes e jovens que enfrentam dificuldades decorrente do uso abusivo de drogas e/ou têm pessoas próximas nessa condição;
  11. Crianças, adolescentes e jovens que estão em situação de aproximação com o tráfico de drogas e/ou têm pessoas próximas nessa condição.
 

EIXOS ESTRUTURANTES

  1. Prevenção Social da Violência Letal
    1. Defesa dos Direitos Humanos, contribuindo para assegurar a cidadania plena;
    2. Inclusão social/educacional/profissional/cultural dos segmentos populacionais mais vulneráveis;
    3. Prevenção comportamental das violências, com foco em crianças, adolescentes e jovens periféricos e suas famílias;
    4. Garantia dos direitos das pessoas em uso abusivo/problemático de drogas.
  2. Redução da violência letal
    1. Modernização do Sistema de Segurança Pública;
    2. Prevenção da violência, com foco em áreas críticas e vulneráveis;
    3. Otimização das ações de policiamento ostensivo e uso de tecnologias de investigação;
    4. Aprimoramento da efetividade da produção de prova material;
    5. Fortalecimento da investigação criminal, visando ampliar a capacidade de elucidação de crimes;
    6. Redução da vitimização policial;
    7. Fortalecimento do modelo de controle interno das Forças de Segurança Pública;
    8. Ampliação da atuação dos municípios e da sociedade civil organizada, nas ações relacionadas à Segurança Pública
  3. Prevenção do risco de reincidência deletiva
    1. Modernização do modelo de gestão do Sistema Penitenciário da Bahia;
    2. Ampliação e fortalecimento do uso de tecnologias avançadas na Execução Penal;
    3. Adequação do Sistema Penitenciário a medidas de inclusão social de pessoas privadas de liberdade;;
    4. Ampliação e fortalecimento de serviços de tratamento penal;
    5. Ampliação e fortalecimento de aplicação de  panas e medidas alternativas à prisão;
    6. Amplliaçãoo e fortalecimento de mecanismos de acompanhamento e apoio ao egresso do Sistema Penitenciário;
    7. Fortalecimento da gestão do Sistema Socioeducativo;
    8. Ampliação e fortalecimento doo uso de tecnologias avançadas no Sistema Socioeducativo;
    9. Reforço às medidas socioeducativas de meio aberto, em parceria com os municípios;
    10. Desenvolvimento de políticas de inclusão social para adolescentes que cumpriram medidas socioeducativas;
    11. Fortalecimento de vínculos com as famílias de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
  4. Pactuação Institucional
    1. Ampliação da integração do Sistema de Justiça
    2. Promoção de um Sistema de Justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a defesa dos direitos;
    3.  Articulação entre as três esferas federativas (União, Estado e Municípios)
  5. Comunicação com a sociedade e participação das comunidades
    1. Comunicação  permanente sobre as ações do Programa;
    2. Interlocução periódica e efetiva com os diversos segmentos da sociedade;
    3. Integração das ações comunitárias do Programa às mídias locais nas comunidades beneficiadas;
    4. Realização de campanhas temáticas: Direitos Humanos / Segurança Cidadã / redução de Riscos e Danos etc
    5. Integração das ações comunitárias, na perspectiva sistêmica, em rede;
    6. Desenvolvimento de ações de valorização do serviço público e do acesso à justiça.
 

COLETIVOS Bahia pela Paz

O Projeto Coletivos Bahia pela Paz é parte integrante de um conjunto de políticas, programas e projetos que compõem o Sistema de Defesa Social da Bahia, no âmbito do Programa Bahia pela Paz. Os Coletivos se propõem a articular e integrar, em rede, políticas públicas de garantia de direitos das juventudes periféricas nas comunidades beneficiárias (educação; esporte; cultura; lazer; saúde; trabalho, emprego e renda; segurança pública; igualdade racial etc).

O Projeto Coletivos Bahia pela Paz se propõe a executar um leque amplo de ações integradas, voltadas à prevenção e à redução da violência letal contra as juventudes periféricas, contribuindo para a construção de uma Cultura de Paz. As ações do Coletivos Bahia pela Paz são divididos em cinco eixos operacionais:

  1. Formação político-cidadã de adolescentes e jovens periféricos, contribuindo para p exercício pleno e autônomo da sua cidadania e do seu protagonismo;
  2. Acesso às políticas públicas em todas as áreas fundamentais para o desenvolvimento social e humano de adolescentes e jovens periféricos;
  3. Fortalecimento dos serviços públicos locais, no campo da garantia de direitos e da inclusão social, que possam beneficiar as juventudes, qualificando sua atuação e integrando-os em rede;
  4. Acompanhamento psicossocial sistemático de adolescentes e jovens periféricos e seus familiares;
  5. Produção e difusão de conhecimento relacionado à defesa dos Direitos Humanos, à prevenção e à redução da violência e da criminalidade.
 

OBSERVATÓRIO

O Observatório Bahia pela Paz é uma instância de pesquisa, reflexão, geração, acompanhamento e monitoramento de dados, que visa a produção, qualificação e compartilhamento de indicadores sobre segurança pública e direitos humanos no Estado da Bahia. A instância irá agregar pesquisadores, universidades, institutos especializados em pesquisa e produção de indicadores, além de outras instituições afinadas com esse campo de pesquisa.

 

SECRETARIAS ENVOLVIDAS

  1. Secretaria de Justiça e Direitos Humanos - SJDH
  2. Secretaria da Segurança Pública - SSP
  3. Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais - Sepromi
  4. Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização Seap
  5. Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social - Seadas
  6. Secretaria de Cultura - Secult
  7. Secretaria Trabalho, Emprego, Renda e Esporte - Setre
  8. Secretaria de Comunicação Social - Secom
  9. Secretaria da Educação - SEC
  10. Secretaria da Saúde - Sesab
  11. Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
  12. Secretaria de Rellações Institucionais - Serin
  13. Casa Civil
  14. Secretaria do Planejamento - Seplan
  15. Secretaria da Administração - Saeb
  16. Secretaria da Fazenda - Sefaz