06/11/2015
Com o tema “Protagonismo e empoderamento da pessoa idosa – Por um país de todas as idades”, aconteceu, na tarde desta sexta-feira (06), a abertura da IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, no Bahia Othon Palace, no bairro de Ondina, em Salvador, uma parceria do Conselho Estadual do Idoso (CEI) e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).
A partir de amanhã, sábado (07), os 238 delegados eleitos nas etapas territoriais, sendo 142 representantes da sociedade civil e 96 do poder público, irão discutir e deliberar as propostas a partir dos eixos temáticos Gestão, Financiamento e Participação e direcioná-las à etapa nacional, em Brasília, no mês de abril de 2016.
A solenidade do encontro estadual contou com a presença do secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, da coordenadora Nacional de Políticas para a Pessoa Idosa, Neusa Pivatto Muller, do presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Crismédio Neto, do vice-presidente do Conselho Estadual do Idoso Marcos Barroso, da superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS, Anhamona Brito, além de representantes da população idosa, lideranças sociais e autoridades políticas.
IMPORTÂNCIA DO ENVELHECER
Recuperar o papel de protagonismo na sociedade brasileira. Foi com essa reflexão que Geraldo Reis iniciou seu discurso, destacando que diante a perda de referência e da fragilização da estrutura familiar, os idosos não podem se conformar com a exclusão na sociedade.
“Os idosos têm que estar cientes de seus direitos e as conferências são os espaços propícios para a mudança dessa realidade. As deliberações de propostas que os representantes territoriais apresentarão nesses dias, com certeza, irão colaborar para estabelecer caminhos mais sólidos entre o poder público e a sociedade civil para a elaboração de políticas públicas que protagonize os idosos na sociedade”, explicou o secretário.
“É um desafio para a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social em abrir espaços democráticos de discussão de políticas públicas para o idoso. Mas, com o apoio do Conselho do Idoso e de outros parceiros do poder público, estreitamos um dialogo perene para quebrar a invisibilidade da pessoa idosa e temas pertinentes possam ser discutidos com a participação dos mesmos”, afirmou a Superintendente da SJDHDS, Anhamona Brito.
A coordenadora Nacional de Políticas para a Pessoa Idosa, Neusa Pivatto Muller, pontuou que a sociedade brasileira não reconhece a importância do envelhecer. “Uma das principais questões a ser colocada em pauta é a violência motivada por razões financeiras e o descaso familiar com o idoso. Estando ciente desta realidade, o governo federal vem se esforçando no congresso nacional para a regulamentação de políticas públicas que garantam o direito de fato do público especifico”, afirma.
Nessa mesma perspectiva, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa também vem lutando para garantir um envelhecimento digno ao idoso. “Os idosos são os principais prejudicados com as dificuldades vivenciadas no Brasil. Então, espero que daqui saiam propostas concretas para que leis deem aos idosos uma garantia verdadeiramente em seu cotidiano”, falou o presidente do Conselho, Crismédio Neto.