Conferência dos Direitos da Pessoa Idosa elege 46 delegados para etapa nacional

07/11/2015
Neste sábado (7), foi encerrada a IV Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, que reuniu cerca de 400 pessoas em Salvador para escolher as propostas que serão encaminhadas para a etapa nacional, em Brasília. Dos 238 delegados, 46 foram escolhidos para representar o estado, sendo 18 delegados do poder público e 28 representantes da sociedade civil.

Entre as propostas aprovadas pela plenária, está a redução da idade de 65 anos para 60 anos para requerer o Beneficio de Prestação Continuada, em cumprimento ao Estatuto do Idoso. Outras propostas em destaque são instituir a Política Nacional de proteção à pessoa idosa em situação violência e de riscos sociais, e criar, nas esferas estaduais e municipais, o Fundo da Pessoa Idosa, com dotação orçamentária para o financiamento das ações de promoção e defesa dos direitos.

Também foram selecionadas a proposta para instituir mecanismo de discussão e vivências intergeracionais, valorizando os saberes e a troca de conhecimento entre pessoas idosas e demais segmentos da população, e a proposta de implementação de ações que garantam a mobilidade e acessibilidade da pessoa idosa em vias e equipamentos públicos.

Envelhecimento da população 

Com o tema “Protagonismo e empoderamento da pessoa idosa – Por um país de todas as idades”, a IV Conferência, organizada pelo Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, promoveu palestra sobre o cenário do envelhecimento no Brasil/Bahia e perspectivas, do Coordenador de Disseminação de Informações do IBGE-BA, Joilson Rodrigues Souza.

Segundo o coordenador do IBGE, “as projeções apontam que no ano de 2035 teremos mais idosos do que crianças na faixa etária de zero a 14 anos. A população de idosos vai ultrapassar a de crianças e toda a política de proteção e garantia de direitos terá que mudar. Já hoje, a demanda já pressiona alguns serviços, como as casas de acolhimento de idosos”, explicou.

“Além das leis, precisamos discutir a cultura. Como estamos formando a mentalidade dos nossos filhos e netos? Porque a lei não vai resolver a forma como esses jovens percebem a questão do idoso. Os atores públicos, em qualquer tempo, não serão capazes de dar todas as respostas”, disse.