Mutirão Social do Pacto Pela Vida atende cerca de duas mil pessoas em Águas Claras

21/11/2015
Depois que teve o segundo filho, Mileide Barbosa, moradora do bairro Águas Claras,  precisou sair do emprego fixo para cuidar do menino, que tem apenas 11 meses. Dessa forma, na manhã deste sábado (21), a dona de casa compareceu ao Mutirão Social do Programa Pacto pela Vida, agenda que fez parte do Mês da Consciência Negra, para participar da oficina de turbante, e com o novo aprendizado melhorar a renda da família. “Agora eu sou uma mulher autônoma, que sobrevive cuidando de crianças na minha casa, fazendo trançados nas mulheres da comunidade, e, a partir de hoje, os turbantes também me ajudarão a ganhar um pouco mais de dinheiro”, comemorou.

Assim como Mileide, cerca de duas mil pessoas foram ao colégio estadual Renan Baleeiro, onde acessaram serviços importantes como, emissão de documentos, Passe Livre Intermunicipal, orientação e avaliação nutricional, teste rápido HIV, Procon, teste de DNA, Bolsa Família, Balcão de Justiça, Ronda Maria da Penha, atendimento sobre reconhecimento de paternidade, orientação para o combate ao racismo e  crimes cibernético. Para o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, “além da oferta de serviços, o mutirão é momento de interação social entre a comunidade, secretarias de estado e órgãos parceiros, uma iniciativa que fortalece a corrente do bem, uma semente importante para a promoção da cultura de paz”. A abertura  do mutirão contou com a participação da Banda Êre, banda mirim do bloco Afro Ilê Aiyê.

Combate ao racismo - A edição temática “Mutirão da Consciência Negra – Década Internacional” Afrodescendente trouxe para os participantes, serviços específicos para a população negra, a exemplo do atendimento feito pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, órgão da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Uma equipe de técnicos distribuiu panfletos explicativos sobre a rede de atendimento, que realiza ações articuladas para promover a igualdade racial e garantir direitos da população negra, por meio de políticas de enfrentamento ao racismo e intolerância religiosa.

 De acordo com Cristiano Lima, a equipe multidisciplinar formada por advogado, psicólogo e assistente social é responsável em receber, encaminhar e acompanhar as denúncias de discriminação racial. “A vítima do racismo pode desenvolver ao longo do tempo, transtornos psicológicos que contribuem para o isolamento social, baixo autoestima, entre outras consequências”.  Outra iniciativa com o recorte racial foi a oficina de turbantes ministrada pelas técnicas da SJDHDS, Odara Flower e Rita Caroline, que  atendeu cerca de 90 mulheres da comunidade.