Experiências do Corra pro Abraço e do Ponto de Cidadania são apresentadas em fórum

26/11/2015
Na tarde de hoje (26), experiências da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social) com o atendimento à população em situação de rua, a exemplo dos projetos Corra pro Abraço e Ponto de Cidadania, fizeram parte da programação do I Fórum da Rede de Cuidado às Pessoas em Situação de Rua do Centro Histórico de Salvador. 

O encontro reuniu a Prefeitura Municipal de Salvador, o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA), o Movimento População de Rua, a Defensoria Pública do Estado, as Obras Assistenciais Irmã Dulce, o Consultório na Rua e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas para apresentar e discutir em rede o atendimento disponível atualmente para o público.

O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Justiça Social em parceria com a rede, por meio do Ponto de Cidadania e do Corra pro Abraço, foi apresentado pela assistente social Jane Montes, que lembrou a história de implantação dos projetos no Centro Histórico a partir de 2014 e alguns eventos marcantes, como a Feira de Saúde e Cidadania e o trabalho de promoção da autoestima das mulheres, entre outras ações de formação de vínculos, visibilidade e redução de danos.

“O primeiro princípio deste trabalho é o respeito pela escolha que o usuário faz para a vida dele. Ouvindo, escutando, criando possibilidades de nos vincular verdadeiramente, e esperando o momento dele de confiar, aí começa nosso trabalho”, explicou Jane Montes. 

“O vínculo é uma ferramenta poderosíssima. Acolher a necessidade do usuário, fazer uma escuta empática, é fundamental”, completou Lua Dultra, médica de Família e Comunidade da Unidade de Saúde da Família do Terreiro de Jesus. 

Foram apontadas também as dificuldades que a rede encontra para realizar o atendimento deste público. “Ainda hoje é difícil oferecer possibilidades de cidadania a essas pessoas, e essa é a nossa função”, relatou Jane Montes. 

Segundo a assistente social da equipe de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Meire Gomes, as dificuldades são de diversos tipos, a exemplo da falta de roupas adequadas dos usuários para acessar prédios institucionais, falta de documentos, como identidade e CPF, e falta de comprovante de residência, entre outras situações.