NEOJIBA debate importância da educação musical para pessoas com deficiência

07/07/2021
Nesta quarta-feira (7), o Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (NEOJIBA), programa vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), promoveu a primeira edição de um colóquio sobre “Educação Musical para pessoas com deficiência”. 

O evento contou com a participação do superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SJDHDS, Alexandre Baroni, da bailarina e gestora cultural Ninfa Cunha, do médico oncologista Lucas Silva e da educadora Maria Angélica Coutinho.

De acordo com Alexandre Baroni, a SJDHDS, através da superintendência de Direitos da Pessoa com Deficiência, tem pensado em ações para oportunizar e garantir a acessibilidade e destacou o trabalho realizado desenvolvido pela NEOJIBA.

“Nosso compromisso é o de fazer com que todas as ações que nós executamos sejam integradas e acessíveis. É preciso pensar em onde estão as pessoas com deficiência e o que elas conseguem acessar na sociedade. Esse é o desafio para podermos refletir de forma coletiva”, provocou. 

Durante o momento, Ninfa Cunha abordou o impacto da música em pessoas com deficiência. Segundo ela, a acessibilidade é um termo amplo e que deve ser buscado em todos os meios.

“A música tem importância para qualquer pessoa, independente da deficiência. A música é forte. É incrível como ela faz com que as pessoas com deficiência consigam falar através de gestos”, declarou a gestora cultura.

Em seguida, Lucas Silva destacou a importância da campanha Julho Verde, que chama a atenção para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Durante o bate-papo, o médico apresentou exemplos de como a música contribui para a evolução de pacientes laringectomizados.

Para a professora Maria Angélica Coutinho, a música facilita as emoções. Por isso, ela utiliza a musicalização no atendimento educacional especializado para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TDA).

“O ponto de partida para o trabalho com a música considera a particularidade de cada estudante. Algumas pessoas têm comprometimento com a fala, com isso, encontramos na música o apoio para estabelecer a comunicação”, explica Maria.

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