13/12/2019
O último encontro deste ano das doze Comunidades Terapêuticas (CT), integrantes do Sistema Bahia Viva, nesta sexta-feira (13), foi marcado pelo compartilhamento de aprendizados e afetos entre as instituições que realizam atendimento e acolhimento de pessoas usuárias de drogas.
A capacitação de encerramento de 2019, realizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), por meio da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (Suprad), no auditório da Sedur, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, contou, pela primeira vez, com a presença de representantes do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep) e teve, como direcionamento, o tema “Compartilhando Boas Práticas de Cuidado e Inclusão Social de Usuários de Drogas”, em que cada CT compartilhou uma experiência marcante do ano de trabalho.
“Nesse fechamento de ciclo, buscamos falar de integração e conteúdos sensíveis, compartilhando as boas práticas das Comunidades Terapêuticas. Assim, podemos observar a aplicação da teoria na prática e avaliar os conteúdos repassados durante o ano, que foram se adaptando de acordo com as necessidades trazidas pelas instituições”, pontuou Emanuele Silva, diretora de Prevenção e Redução de Riscos e Danos da SJDHDS.
As atividades do dia começaram com uma dinâmica em grupo, em que os participantes compartilharam, uns com os outros, reflexões como os aprendizados considerados mais relevantes nas capacitações deste ano; um acontecimento importante nas respectivas Comunidades Terapêuticas e quais são os desejos institucionais para 2020.
Segundo Meire Santana, coordenadora e assistente social da Desafio Jovem Peniel, do município de Dias d’Ávila, primeira instituição a compartilhar uma de suas boas práticas, os temas das capacitações foram decisivos para transformar o trabalho realizado. “Uma capacitação que nos marcou muito foi a do público LGBTQI, onde a gente percebeu a importância de se considerar as diversidades e individualidades de cada um durante o acolhimento”, comentou.
Já a Comunidade Terapêutica Instituto Bambu, do município de Santo Estevão, compartilhou com as demais o diagnóstico nutricional feito com os acolhidos uma vez por mês, para identificar problemas de saúde relacionados à má alimentação. “Verificamos como está a mastigação do acolhido, a coloração da urina, se há problemas de constipação. Já tivemos casos de magreza extrema, em que o acolhido ganhou 19 quilos em um mês com a nossa dieta, e de outro que entendeu a importância de se alimentar bem para seguir na sua profissão de segurança ao sair do acolhimento”, contou a nutricionista da instituição, Rafaela Conceição.
As capacitações das CTs do Sistema Bahia Viva ocorrem desde 2018, com uma média de um encontro por mês e carga horária de 8 horas para cada capacitação. Ao todo, dezesseis encontros estão previstos, totalizando 128 horas de capacitação, até abril de 2020. Já foram realizados treze encontros, envolvendo cerca de 60 participantes cada, entre gestores e técnicos das instituições, equipe técnica da SJDHDS e representantes da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS.