Promover a cidadania e o desenvolvimento social de crianças, adolescentes e jovens são as principais marcas dos programas que são vinculados a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH)
Partilhar experiências, conhecer novas culturas e falar sobre arte e música. Esse foi o objetivo do encontro entre o Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) e o Projeto Axé, realizado nesta quarta-feira (24), no Parque do Queimado, em Salvador. Promover a cidadania e o desenvolvimento social de crianças, adolescentes e jovens são as principais missões dos projetos - vinculados à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos – SJDH.
A visita permitiu a conexão de 15 educandos/as do Axé com o universo musical do Neojiba, oportunizando o conhecimento sobre as oficinas do programa, que há 17 anos segue transformando vidas através da prática musical coletiva. A ação integra o projeto ‘Neojiba Conecta’, que até o dia 30 de julho, reúne 30 músicos de países da África e da América Latina em Salvador, formando um espaço de diálogos e trocas culturais entre jovens artistas, com a proposta de fortalecer laços e promover a compreensão mútua.
A programação inclui oficinas de criação musical, masterclasses com renomados maestros, debates enriquecedores, ensaios colaborativos e uma série de apresentações abertas ao público. O encontro entre os dois programas consagrou a importância de promover o diálogo interinstitucional, com foco na formação cultural e troca de saberes. Na primeira parte da visita, os/as educandos/as conheceram as instalações do Neojiba, como as salas de ensaio, instrumentos e a Arca de Neo. Logo após, alunos/as, educandos/as e visitantes se reuniram na sala principal de ensaio onde partilharam suas experiências e falaram das suas expectativas em seguir a carreira artística, como também dos seus anseios com as mudanças sociais.
O educando Deivisson André falou do seu desejo em seguir tocando percussão, e defendeu sobre a necessidade de investir em equipamentos musicais e das pessoas terem acesso a ações que possam promover a arte e a cultura, além de transmitir conhecimento. “A gente precisa ter oportunidade de ter bons instrumentos e poder ensinar para outras pessoas. Queremos aprender para que possamos compartilhar esse aprendizado com outros jovens”, ressaltou o jovem músico.
“Apoiar iniciativas como o Projeto Axé e o Neojiba é possibilitar que as políticas públicas de direitos humanos cheguem à vida dessas pessoas. A SJDH tem um papel fundamental para que estas ações sejam cada vez mais fortalecidas e que possam promover a cidadania. Esse encontro foi momento importante para trocar experiências que podem contribuir com as mudanças sociais através da arte e de outros elementos”, ressaltou a diretora executiva da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH/SJDH), Lucineia Rocha.
O bate-papo foi conduzido pelo maestro e diretor-geral do Neojiba, Ricardo Castro, e contou, ainda, com as presenças de Helmut Schned, coordenado-geral do Projeto Axé; de representantes da SJDH, como Iara Farias - coordenadora de Proteção à Criança e ao Adolescentes -, Ana Vilas Boas - coordenadora técnica do Neojiba - e Liliane Tavares - da SUDH.