Coletivos recebem novos profissionais com diálogo imersivo sobre o Bahia pela Paz

24/09/2025
Bahia Pela Paz
ASCOM/BPP

Salvador e Feira de Santana estão mobilizados em torno das boas vindas aos novos técnicos e técnicas que vão atuar junto às juventudes nos territórios

Os Coletivos Bahia pela Paz estão se expandindo em Salvador, região metropolitana e interior do estado. A chegada dos novos profissionais aos equipamentos está sendo marcada por uma imersão no Programa Bahia pela Paz. Em Salvador, o encontro aconteceu nesta quarta-feira (24), na Biblioteca Anísio Teixeira. Em Feira de Santana e municípios do interior do estado, a imersão foi online.

Intitulada “Chegança: Imersão formativa para os novos Coletivos – Salvador e RMS”, a formação na capital traz o contexto de atuação do Bahia pela Paz e dos Coletivos,  seus núcleos de atuação, instrumentos de trabalho e a relação dos equipamentos com os territórios onde se encontram. A proposta é alinhar metodologias, fortalecer vínculos e preparar as equipes para uma atuação sensível e eficaz junto às comunidades.

“O Programa Bahia pela Paz representa a materialização de um ecossistema maior, que integra Estado, municípios e sociedade civil em torno da prevenção da violência e da proteção da infância e adolescência. Não acreditamos em soluções prontas ou modelos importados. Cada território exige respostas próprias e construídas coletivamente. Nosso desafio é articular políticas públicas de forma intersetorial; fortalecer os Coletivos locais; e criar condições objetivas para que crianças e jovens tenham futuro e horizontes. Sabemos que não é fácil, mas acreditamos que a mudança é possível quando unimos forças e cuidamos das relações que sustentam esse trabalho", declarou a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDH, Trícia Calmon.

Pedrina Pereira, 29, psicóloga que atuará no bairro do IAPI compartilhou suas expectativas para o trabalho que se inicia: “Minha perspectiva é muito voltada no lugar do cuidado que eu posso oferecer para as pessoas, até porque o público faz parte de também de quem eu sou. Eu fui essa jovem inserida no contexto de vulnerabilidade social e sei a diferença que faz ter projetos como esse presente na comunidade. Então o meu trabalho é muito no lugar de também trazer conforto para a jovem que eu fui e me tornar essa profissional que vai levar essa possibilidade de outra perspectiva de vida para essa juventude, com o protagonismo que elas precisam ter, né? Então é um projeto voltado não só pra levar cidadania, levar cuidado, levar qualidade de vida, mas também mostrar pra esses jovens que eles são o principal fator de mudança ideal, que eles são potencialidades no espaço”.

Integração dos Coletivos no interior do estado
A imersão também alcançou os Coletivos Bahia pela Paz do interior do estado, em um encontro online que acolheu técnicos de psicologia e serviço social que vão atuar nas cidades de Jequié e Valença. A gestão dos Coletivos de Feira de Santana e Interiorização conduziu a integração, apresentando a proposta do projeto inserido no Programa Bahia pela Paz e promovendo uma rodada em que cada profissional compartilhou suas experiências e expectativas de atuar com as juventudes.

A atividade contou com a presença de Marcelo Arouca, coordenador dos Coletivos Bahia pela Paz, e de Valnei Silva, presidente da Comunidade Cidadania e Vida (COMVIDA), organização social que executa o projeto em parceria com o Governo do Estado, além da participação da equipe de gestão, com as coordenações geral, pedagógica e dos Coletivos, a assessoria de comunicação e as assistências de coordenação e administrativa.

Valnei Silva, presidente da COMVIDA, deu as boas-vindas aos profissionais, reforçando os princípios éticos da organização e ressaltando que o projeto Coletivos Bahia pela Paz já conta com 12 Coletivos no estado, com previsão de expansão para 24."É uma honra fazer parte desse projeto pioneiro. Saber que já contamos com cerca de 200 colaboradores e que podemos chegar a 400 mostra a dimensão do investimento do Governo do Estado no Programa Bahia Pela Paz. Nosso trabalho junto às juventudes nos municípios será uma oportunidade de fortalecer a sociedade e fazer a diferença nas comunidades", disse.

Contratado para atuar no Coletivo Valença como psicólogo, Isaac Marlon Vasconcelos, com experiência em psicologia escolar, clínica e organizacional, atuação em pesquisas sobre violência e necropolítica e membro de comissões de igualdade racial e relações étnico-raciais, comentou suas expectativas de trabalho. “Pretendo atuar de forma ético-política, compreendendo os processos de marginalização, desigualdade e violência que atingem a comunidade negra e periférica, oferecendo acolhimento, mediando a garantia de direitos humanos e promovendo um processo de humanização com o público que iremos atender”, reforçou.
 

Fonte
Mônica Barbosa
Tags
Bahia Pela Paz; Juventude; Prevenção da Violência; Direitos Humanos
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