Equipes dos Coletivos Bahia Pela Paz de Salvador e Região Metropolitana participam de capacitação sobre clínica peripatética

19/11/2025
Bahia Pela Paz
Divulgação Coletivos Bahia pela Paz

A formação buscou ampliar o conhecimento sobre atendimento psicoterapêutico nos Coletivos Bahia pela Paz

Equipes dos Coletivos Bahia Pela Paz de Salvador e Região Metropolitana  participaram, na sexta-feira (14), da capacitação Clínica Peripatética – ampliando o entendimento e a atuação do atendimento psicoterapêutico nos Coletivos Bahia pela Paz, na sala do Cinema do Museu, no Corredor da Vitória.

O objetivo da formação foi refletir sobre o conceito e funcionamento da clínica
peripatética enquanto tecnologia de cuidado que promove um acompanhamento ativo e alinhado às realidades dos territórios onde ocorrem os atendimentos, valorizando a subjetividade e a autonomia dos sujeitos beneficiários.

A atividade aconteceu durante todo o dia, dividida em dois eixos formativos. Pela manhã, aconteceu a mesa Caminhar como Cuidado – interfaces entre clínica, comunidade e políticas públicas de cuidado, com presença de Tamires Sapucaia, Elizabeth Dantas e Marco Manso. A ideia foi conceitualizar e contextualizar a criação da  clínica peripatética em ambientes que extrapolam a atuação clínica.

No turno da tarde, foi o momento das equipes se dividiram em grupos de trabalho para discutir questões específicas da atuação nos territórios, no sentido de direcionar a reflexão e o entendimento da temática para a realidade do que tem sido a experiência dos Coletivos Bahia pela Paz em bairros periféricos na capital baiana e Região Metropolitana.

Entre um turno e outro, a capacitação contou também com diversas atrações artísticas, com recital de poesia, capitaneado por jovens poetas acompanhados pelo Coletivo de São Caetano e pela rapper e poeta Dandara Cruz, que compõe o corpo técnico do Coletivo em Camaçari, além da apresentação de Luís Eduardo – Repentista, sanfoneiro, poeta e Psicólogo do Coletivo em Pernambués.

Coesão e unidade - Um dos coordenadores pedagógicos dos Coletivos em Salvador, Bruno Cerqueira acredita que a capacitação é uma oportunidade de fortalecer a unidade e coesão das equipes dos Coletivos Bahia Pela Paz, qualificando o atendimento e cuidado ofertados para jovens e adolescentes, bem como seu familiares.

"A capacitação sobre as clínicas peripatética e ampliada fortalecem a unidade e a coesão dos coletivos Bahia Pela Paz, uma vez que o projeto oportuniza o acesso dos profissionais de saúde mental e de serviço social agora de maneira "errante" no território para "acertar" a política frente as necessidades de quem dela necessita", avalia Bruno.

“A clínica ampliada e peripatética se dá a céu aberto, embaixo da árvore onde podemos morar na sombra, na porta de casa, na esquina onde a vida espreita o presente futuro. Isso por si só coloca a clínica de tipo, ampliada, contextualizada com a totalidade das vidas das pessoas envolvidas, do território e suas dinâmicas, das territorialidades possíveis das pessoas envolvidas. É uma confluência.”, acrescenta.

Foco nas pessoas - De acordo com Bruno Cerqueira, a capacitação amplia as possibilidades de construção de dispositivos de cuidado e acompanhamento.

“E mais do que isso, coloca as pessoas no centro dessa construção, com seu território e sua territorialidade, as redes de todos os tipos envolvidas como elementos fundantes de maneiras diversas de cuidar fora da clínica e onde mais for possível. Fazer a clínica ampliada nos territórios de atuação dos coletivos é fazer resposta à política que se pretende pronta, acabada e preenchida de sentido em sua execução. É fazer política-território.”, finaliza.

Bahia Pela Paz - Programa estratégico do governo da Bahia para a prevenção social e redução da violência, coordenado pela SJDH, a iniciativa tem como público prioritário jovens de 12 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade social. Os Coletivos Bahia pela Paz são a principal estratégia de articulação comunitária do Programa. Os Coletivos são equipamentos de promoção de direitos humanos, instalados nas regiões urbanas mais densamente povoadas da Bahia e, também, com maiores índices de vulnerabilidade. De portas abertas para a comunidade, eles oferecem serviços integrados de educação, cultura, esporte, inserção no mercado de trabalho, atendimento psicossocial, acesso à
cidadania e garantia de direitos, difundindo a cultura de paz entre as juventudes e suas famílias.

Fonte
Coletivos Bahia pela Paz
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bahia pela paz; direitos humanos;
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