A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), por meio da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, marcou presença na XXI Reunião Técnica Nacional dos Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETPs) e dos Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante. O encontro ocorreu nos dias 02 e 03 de dezembro, em Brasília (DF), promovido pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Representando a Bahia, Hildete Emanuele, coordenadora da área na SJDH, integrou o grupo formado por representantes de 20 unidades federativas, responsáveis por articular políticas de prevenção, repressão e assistência às vítimas de tráfico de pessoas e contrabando de migrantes em todo o país.
Durante os dois dias de atividades, foram discutidos temas centrais para o fortalecimento da rede de proteção, como aprimoramento dos fluxos de atendimento a vítimas; qualificação dos processos de identificação precoce; desafios enfrentados pelos núcleos estaduais; estratégias de prevenção e campanhas educativas e prioridades nacionais para execução em 2025 e 2026.
Hildete destacou a relevância da participação da Bahia no diálogo nacional e no aprimoramento das políticas públicas sobre o tema. “Foi uma oportunidade muito rica poder encontrar com as coordenadoras e coordenadores dos NETPs dos outros Estados do país, pois enfrentamos desafios parecidos. O encontro foi importante para troca de experiências e partilha de boas práticas”, destacou Hildete, que afirmou ter voltado Brasília honrada de representar a Bahia e também cheia de inspirações e motivações para o trabalho da coordenação em que atua na SJDH.
Convidada especial
O encontro também contou com a presença de ex-modelo Luiza Brunet. A filha dela, Yasmin Brunet, foi falsamente acusada de estar envolvida em um caso de tráfico de mulheres em 2022. Desde então, Luiza atua como voluntária e embaixadora em causas relacionadas à violência contra a mulher e ao tráfico de pessoas, colaborando com organizações internacionais e em eventos que buscam conscientizar o público.
O evento também exibiu o emocionante curta-metragem roraimense "A Pele do Ouro. A obra, que já foi premiada no Festival de Brasília, documenta a realidade da vida de uma mulher venezuelana no garimpo na Amazônia, usando seus diários para contar a sua história como vítima do tráfico de pessoas.