Atuação integrada e prioritária do Governo do Estado prioriza jovens de 12 a 29 anos e suas famílias, com ações de cuidado, acompanhamento psicossocial e fortalecimento comunitário
Com presença em territórios estratégicos e resultados concretos, os Coletivos Bahia pela Paz, iniciativa do Governo do Estado da Bahia, encerram seu primeiro ano de funcionamento com a meta inicial integralmente cumprida. Ao todo, são 12 coletivos implantados em diferentes regiões do estado - oito em Salvador e na Região Metropolitana e quatro no interior - que passaram a atuar como base territorial do Programa Bahia pela Paz. Coordenado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), a política pública tem como foco a promoção dos direitos humanos, a prevenção da violência e o fortalecimento das juventudes em contextos de alta vulnerabilidade social.
Iniciado em janeiro de 2025 com a inauguração do coletivo de Águas Claras, em Salvador, o Programa Bahia pela Paz expandiu rapidamente sua atuação na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado. Atualmente, são 12 coletivos em funcionamento: seis em Salvador (Águas Claras, Paripe, São Caetano, Liberdade, Pernambués e IAPI), dois na Região Metropolitana, em Abrantes e PHOCs, no município de Camaçari, e quatro no interior da Bahia - Conceição e Mangabeira, em Feira de Santana, além de Valença e Jequié. A interiorização do programa teve início por Feira de Santana, onde os coletivos passaram a operar em abril e foram inaugurados oficialmente em junho, ampliando a cobertura territorial da política pública em diferentes regiões do estado.
2026: novas entregas - Com a consolidação dos 12 primeiros coletivos, o Programa Bahia pela Paz avança para uma nova etapa de expansão. A meta do Governo do Estado é alcançar 24 Coletivos até o final de 2026, ampliando de forma significativa a cobertura territorial da política pública em diferentes regiões da Bahia, como destaca o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas.
“Para enfrentar a violência, é fundamental investir na juventude, e essa é a missão do Bahia pela Paz. Trata-se de uma estratégia que alia o enfrentamento ao crime organizado à promoção da cidadania. Hoje contamos com 12 coletivos em funcionamento, que são equipamentos públicos voltados ao apoio das juventudes nos territórios mais vulnerabilizados. Até 2026, vamos dobrar esse número, com um investimento total de R$ 70 milhões em políticas de acesso à justiça, assistência social e promoção dos direitos humanos”, afirmou.
Mais de 20 mil atendimentos nos seis primeiros coletivos
Mais de 20 mil atendimentos foram realizados pelos seis primeiros coletivos implantados na Bahia. Os dados dizem respeito às unidades de Águas Claras, Paripe, Liberdade e São Caetano, em Salvador, e aos equipamentos de Conceição e Mangabeira, em Feira de Santana. Os outros seis coletivos, implantados a partir de outubro de 2025, também já estão em funcionamento e desenvolvem as etapas iniciais previstas pelo projeto, como escutas comunitárias com as juventudes dos territórios, articulação com redes locais, mapeamento de serviços e outras atividades.
Nesse primeiro ciclo, os seis coletivos realizaram 20.316 atendimentos, alcançando 9.825 pessoas. Foram registrados 1.976 acompanhamentos psicológicos e 4.097 encaminhamentos para a rede de políticas públicas e serviços socioassistenciais. “Os números revelam como os Coletivos Bahia pela Paz se consolidam como porta de entrada para o acesso a direitos, para o cuidado psicossocial e para ações de prevenção da violência nos territórios onde atuam”, avalia o secretário Felipe Freitas.
De Feira de Santana, a trajetória de Emily Barbosa, 18 anos, moradora do bairro Conceição, ajuda a ilustrar o impacto dos Coletivos Bahia pela Paz. “Eu, enquanto menina negra, já vivi muitas situações que nos marcam, e o coletivo tem sido um espaço de reflexão e fortalecimento”, relata. Segundo ela, as atividades e o acompanhamento psicossocial contribuem para levar esse aprendizado para além do projeto. Experiência semelhante é vivida por Silas Lorenzo Pereira, 25 anos, morador de Águas Claras, em Salvador, que também é acompanhado pelo Coletivo Bahia pela Paz. “Aqui eu me sinto em família. A gente fala, eles escutam, acolhem e respeitam nossa história”, afirma.
Atuação territorial
A atuação dos Coletivos Bahia pela Paz é voltada prioritariamente para jovens de 12 a 29 anos e suas famílias, moradores dos territórios onde os equipamentos estão instalados, com foco na prevenção da violência, no fortalecimento de vínculos comunitários e na construção de trajetórias de vida dignas. Coordenado pela SJDH, o projeto é executado em parceria com a organização social Comunidade Cidadania e Vida (COMVIDA) e envolve outras secretarias de estado.
Cada coletivo conta com equipe multiprofissional formada por psicólogos, assistentes sociais, jovens aprendizes, motoristas, técnicas de higienização e coordenação. O trabalho combina acolhimento, busca ativa do público, acompanhamentos psicossociais e encaminhamentos, em articulação permanente com escolas, unidades de saúde, serviços socioassistenciais, sistema de justiça e iniciativas comunitárias, além da realização de formações político-cidadãs voltadas às juventudes dos territórios.