A iniciativa prevê a oferta de serviços integrados de promoção da cidadania; garantia de direitos; e inclusão social de crianças, adolescentes e jovens que habitam bairros periféricos, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e econômica.
O Governo do Estado dialogou nesta quarta (25), com lideranças do bairro da Liberdade sobre o projeto ‘Coletivos Bahia Pela Paz’, no Colégio Estadual Duque de Caxias. O projeto é uma estratégia comunitária para a prevenção da violência letal, prevista no Programa Bahia Pela Paz que prevê a oferta de serviços integrados de promoção da cidadania, garantia de direitos e inclusão social de crianças, adolescentes e jovens que habitam bairros periféricos, em centros urbanos da Bahia, e que se encontram em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Os titulares da Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Raimundo Nascimento (interino); e da Promoção da Igualdade Radial e Povos e Comunidades Tradicionais Sepromi, Ângela Guimarães, participaram da atividade, além de representantes das secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre); e Cultura (Secult). Diversas organizações, que realizam projetos comunitários na Liberdade, falaram sobre as dificuldades que enfrentam para a maior efetivação de seu trabalho, devido ao convívio com a violência na comunidade.
A redução da violência letal, através da promoção de direitos e da cidadania é foco do Programa, como destacou o secretário interino, Raimundo Nascimento. “O foco do Bahia Pela Paz é a redução dos índices de violência letal, prioritariamente contra as juventudes negras das periferias das nossas cidades, através da construção de uma cultura de paz com garantia de direitos pelo nosso Estado. Mas isso não se faz apenas com o discurso, se faz com a prática, a partir das políticas públicas do Governo do Estado, em cada um dos territórios atingidos pelo Bahia Pela Paz e pelas ações dos ‘Coletivos Bahia Pela Paz’”, ressaltou.
Já a secretária Ângela Guimarães reafirmou a importância da escuta das realidades apresentadas pelas comunidades. “Estamos trabalhando de forma integrada, para a efetivação de uma política estruturante. Queremos valorizar a presença do Estado junto com as Organizações Sociais, lideranças comunitárias e comunidade. Nós precisamos ouvir vocês e saber das dificuldades enfrentadas a partir daquilo que já fazem, o que precisa chegar ou melhorar, e que tipo de política precisa ser adaptada para cada realidade”, destacou.
Inicialmente, o Governo do Estado prevê a instalação dos ‘Coletivos Bahia Pela Paz’ em sem 24 comunidades periféricas de municípios baianos com altos índices de violência letal. A chegada desses coletivos traz para a comunidade a esperança de tempos mais pacíficos, como comentou Vivaldo Benvindo dos Santos, um dos diretores do Ilê Aiyê. “Nós esperamos que realmente esse projeto venha se consolidar aqui na comunidade, nos apoiando e fortalecendo as ações afirmativas que nós já fazemos desde a nossa criação. Temos um projeto de arte-educação, onde trabalhamos com jovens a partir de 8 até 16 anos, e temos espaço para montar outros cursos que venham a colaborar com a cidadania na comunidade”, comentou a liderança.
Caravana de Direitos Humanos
Amanhã, 26, o Colégio Estadual Duque de Caxias receberá, das 8h às 16h, uma edição especial da Caravana de Direitos Humanos, realizada como estratégia do Programa Bahia Pela Paz (BPP). A ação itinerante da SJDH vai levar para o bairro serviços gratuitos de cidadania e acesso à justiça social, como emissão de RG; Certidão de Nascimento; Passe Livre Intermunicipal; CIPTEA e muito mais. A ação é mais um avanço do BPP na implementação de uma cultura de paz por meio da prevenção da violência e promoção de direitos.
Bahia Pela Paz
A principal estratégia comunitária para a prevenção da violência letal do Programa Bahia Pela Paz é a oferta de serviços integrados de promoção da cidadania e garantia de direitos, através dos ‘Coletivos Bahia pela Paz’. Os equipamentos serão implantados em comunidades que apresentem altos índices de violência letal intencional para atuar em estreita parceria com iniciativas municipais e do terceiro setor locais, com iniciativas estaduais nas áreas do esporte, cultura, lazer, profissionalização, empreendedorismo e redução de riscos e danos.
O Bahia pela Paz se propõe a enfrentar na Bahia, uma realidade complexa e profundamente desafiadora, que vem colocando em cheque o futuro da sociedade brasileira. Em todo o país, a violência letal vem atingindo a juventude de forma significativa. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que, em 2022, 77% das vítimas de violência letal no Brasil eram pessoas negras e, dessas pessoas que perderam suas vidas, mais da metade eram crianças e jovens, entre 12 e 29 anos.